NOTA ! Este sítio utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes.

Se não alterar os parâmetros do seu navegador, está de acordo. Saber mais

Compreendo

ArteAzul-Atelier

 

Utilizamos cookies para personalizar conteúdo e anúncios, fornecer funcionalidades de redes sociais e analisar o nosso tráfego. Também partilhamos informações acerca da sua utilização do site com os nossos parceiros de redes sociais, publicidade e análise. Ver detalhes

Pombo Bravo

Ali na quinta do Vale, ao cimo da vessada,
Um ilustre Pinheiro Manso esperava,
Com os seus braços robustos, a chegada,
do amigo Pombo Bravo que voava, voava
e do céus descia... E assim dizia:
Ler mais...

Percorrer o Douro de Barco

Subir o Douro em barco próprio ou em cruzeiro

No passado, eram os barcos rabelos que, rio abaixo, faziam o transporte das pipas cheias com o vinho colhido no Alto Douro. Naturalmente, já vazios, subiam agora o rio novamente em direção às vinhas e ao vinho. Hoje em dia, pode descobrir-se todo esse rio, desde o Porto a Barca d'Alva, em barco próprio, alugado ou em cruzeiro desde o mais simples ao mais luxuoso barco hotel de construção apropriada para navegar no Douro.

Quem sobe, desde o Porto, até à Régua, Pinhão, Tua, Pocinho e Barca d'Alva, até à fronteira espanhola, sentirá um gosto especial, desfrutando da paisagem única que o Douro a todos oferece. Os primeiros setenta quilómetros são relativamente inóspitos, fazendo com que a entrada na zona das vinhas e do vinho seja um grande acontecimento. Há vários cais em todo o percurso que podem ser usados para incursões e explorações em terra: para uma refeição tradicional num restaurante especial, para visitar um determinado produtor, Quinta ou casa de turismo rural, ou simplesmente para passear a pé e observar as encostas, autênticos jardins de cores e tonalidades diversas dependendo da altura do ano.

No Douro Internacional poderão também os visitantes participar em cruzeiros de duração variável, em Miranda do Douro, onde as arribas chegam a atingir duzentos metros de altitude, num cenário diferente do Douro Vinhateiro, configurando, contudo, um cenário admirável. Passeios que podem ser acompanhados de guias que ensinam aspetos importantes dos ecossistemas - fauna e flora - e do ambiente em geral.

D. Afonso Henriques

Monumento polémico a D. Afonso Henriques

Pio, Beato e Santo

Depois da rocambolesca «estória» protagonizada, em 2009, com a teoria do nascimento de Afonso Henriques, em Viseu e em Agosto de 1109, a Câmara daquela cidade Beirã, lembrou-se de  erguer uma estátua ao nosso Primeiro Rei. Se a «inventona» visava aproveitar a ausência de provas para impor «não Guimarães, nem Coimbra, mas sim Viseu a minha Pátria distrital», como exarou Almeida Fernandes, o autor dessa proeza, não foi menos surpreendente a exclamação de Fernando Ruas, presidente da autarquia Viseense: «se meia dúzia de historiadores confirmarem essa hipótese, embora não haja neste distrito qualquer tradição, levantar-lhe-emos uma estátua do tamanho do edifício da Câmara». Logo surgiram os desafios: alguns historiadores familiares e amigos de Almeida Fernandes, por um lado; empresários e informadores por outro, moveram-se em torno dessa ideia e, nesse ano, perante a passividade e cumplicidade da Academia de História, cuja Presidente deu uma reviravolta de 180 graus, o país político, por razões eleitoralistas, antecipou o ano de 2011 pelo de 2009. Nessa ânsia de levar a carta a Garcia, alguns mercantilistas da História, aceitaram como razoáveis alguns argumentos de Almeida Fernandes. Para tanto, descontextualizaram afirmações do decano dos Historiadores, José Mattoso. E, perante um ambiente ardiloso e generalizado, teve que dar alguns murros na mesa, durante um colóquio que decorreu no Centro de História de Lisboa, em 14 de Dezembro de 2009. Aí foi peremptório: «havendo contradição entre as fontes, não se pode considerar seguro o ano do nascimento e, consequentemente o lugar (onde nasceu). Lamento não o ter dito com clareza para que o meu nome  não fosse invocado como garantia de verdade, quando eu próprio não tinha certeza alguma... Conste, pois, que não considero encerrado o problema da data e do lugar em que Afonso Henriques nasceu».

O entusiasmo Viseense abrandou; os mercantilistas da História tiveram quatro anos de tréguas para comercializarem «histórias novas». E a estátua do tamanho da Câmara deixou de ser um projecto da mesma, para ser sonho de alguns que reuniram 20 mil euros e autorização para colocar essa estátua de 5,5 metros de betão, revestido a granito, dedicada a Afonso Henriques. Para pasmo dos transeuntes, essa estátua foi colocada na Rotunda do Palácio do Gelo e «sem rosto». 

Nela, D. Afonso Henriques «aparece com um corpo em forma de mapa de Portugal, mas sem a parte do Algarve - que ainda não tinha sido conquistado - e a empunhar uma espada com quase cinco quilos. Um escudo e um coração vermelho com a palavra Viseu nele inscrito, são outros dos elementos da obra, que, para os criadores, simboliza também Viseu como o coração de Portugal».

A inauguração dessa estátua prevista para 2009, já teve diversas datas apontadas: 24 de Abril, 25 de Abril,  1º e 4 de Maio em curso. O que há de polémico neste monumento? Duas heresias. A teoria que o dá nascido em 5, em 6 e em 15 de Agosto de 1109, assenta em alicerces escorregadios: ao negar a existência do Condado Portucalense Henriquino-Teresiano  A.F. «mata» a História de Portugal. Depois, erguem-lhe uma estátua a negar que Afonso Henriques tenha rosto. Ora o verdadeiro e inegável rosto de Afonso Henriques é Portugal. Por estas duas verdades de La Palice, esse monumento louva-se pela homenagem. Qualquer vila ou cidade deveriam ter um símbolo do Rei Fundador. Quanto ao significado, esta estátua é uma extorsão à verdade histórica. É um presente envenenado. Coincidentemente, mais esta polémica, chega em fraca altura. Em 2011 soube-se através de um semanário Vimaranense que em 1728, foi publicada em Roma uma tese de doutoramento, na qual se demonstra que D. Afonso Henriques, nascido em 25 de Julho de 1111, dia de Santiago, foi «pio, beato e santo». Essa obra foi editada mas não distribuída, com receio de que fosse prejudicial à religião católica. O grande público que conhecia as muitas batalhas que o Rei Conquistador travara para conquistar e implantar o novo país que somos, poderia reagir negativamente se soubesse que o Papa canonizava quem provocou tantos mortos. É claro que os tempos e a mentalidade eram diferentes, caso contrário, também não aceitaria, em 2009, a canonização de Frei Nuno de Santa Maria. Desse livro houve, contudo, raros exemplares que chegaram até nós. E disso demos conta neste jornal. Tudo fizemos para reeditar esse livro antes de alguém mais o tentar... Contudo há sempre quem troque as voltas ao destino. Verdade é que dia um de Maio, o Juiz Desembargador Narciso Machado que desde 2008, travou luta paralela à nossa, surpreendeu-nos com a oferta de um oportuno livro a que chamou «Processo de beatificação de D. Afonso Henriques», no qual confirma a existência daquele documento. José Pinto Pereira Lusitano, padre de Guimarães, durante 30 anos, a viver no Vaticano, elaborou e defendeu esse tema Afonsino, demonstrando em dez argumentos ou indícios de santidade que várias das lendas sobre o nosso I Rei, foram factos verídicos. Nesta obra se confirma que ele nasceu em Guimarães, em 25 de Julho e que aí morreu em 1185. É mais um forte argumento que a Academia de História desconhece e também os adeptos de João de Sousa e Silva, genro de Almeida Fernandes que coordenou o Congresso Histórico de Viseu. Fica aqui o desafio para refutarem mais esta fonte.

Rigor para Portugal

Normas de rigor para Portugal, precisam-se

De um modo sedutor, a paisagem deslumbra os olhos daqueles que apreciam a natureza... e as estradas, amplas, de um traçado suave, caminham como que em regime de anti-stress, quem sabe, talvez pelo facto da implementação de normas de rigor feitas cumprir com determinação e responsabilidade. Daí a boa conduta e uma cultura de educação. Grandes praças, muitas pessoas, sítios movimentados e lugares paradisíacos e calmos. Durante vários dias, nem um único episódio a lamentar. Sorte?

Rumo à fronteira mais movimentada, palmas para Portugal. Aqui, deste lado, crescem as ervas daninhas no primeiro encontro com o que já foi uma estação de serviço. Todos vão ao outro lado encher os depósitos. Aproveitam e trazem consigo outros produtos mais baratos do que no super-mercado perto de casa. No céu castanho vê-se o primeiro helicóptero e a linha indefinida do horizonte antevê esta guerra permanente que são os incêndios. País de incendiários. Impunidade. Entrada na A1 e aí está o primeiro acidente. O bulício, os excessos e as manobras perigosas. Estamos agora, 21:30 horas, na grande cidade, portuguesa sim senhor. Tristeza de rua esta, - central - com uma grande parte dos estabelecimentos comerciais tapados por paredes, literalmente mortos. Nesta mesma rua, um carro assaltado: vidros partidos, porta-luvas vazio. Lugar vazio de civilização. Imundície.