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ArteAzul-Atelier

 

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Informática [ Formação ]

A expressão francesa "information automatique" terá dado origem ao vocábulo "informatique" que, traduzido para a língua portuguesa, resultou "informática".
No dicionário "LAROUSSE", dicionário da língua francesa na sua versão online, após tradução para português, lê-se que informática é a ciência do processamento automático e racional de informações consideradas como suporte de conhecimento e comunicação.

Publicidade no ArteAzul-Atelier

Alguns frequentadores leitores deste sítio do ArteAzul-Atelier têm questionado, apenas pela simples curiosidade, sobre a publicidade inserida nas suas páginas, em arteazul.net. De facto, de um modo geral, a publicidade é uma constante em todos os meios de comunicação, sendo a internet um ambiente privilegiado para as pessoas e empresas realizarem a divulgação de serviços e produtos.

Jogos Populares Infantis, em Barcelona

Alzira Cabral, em viagem por Espanha, enviou-nos um vídeo da sua autoria, de Barcelona, concretamente da Carrer del Robi, Barrio de Grácia. As imagens, do dia 17 de junho de 2017, têm todo o interesse dado que nesse bairro da capital da Catalunha, os seus habitantes têm por hábito manter algumas tradições e assim preocupam-se em transmitir aos seus filhos os jogos populares que, antes do aparecimento das tecnologias modernas, faziam já parte dos momentos de diversão nas ruas da cidade.

A Tecnologia

A tecnologia inova, gera progresso, facilita a evolução. Mas a filosofia de vida consolida o saber global, explica os avanços e os recuos e dá coerência à vida dos povos que nem sempre sabem rever-se nos ensinamentos cósmicos inscritos na ordem natural. A filosofia é a mãe de todas as ciências, investigando-as até aos seus mais ínfimos pormenores. Esta dialética não deve alienar-se dos saltos qualitativos que vamos constatando, através dos avanços científicos que às vezes nos deixam peripatéticos.

Corrigir "Force SSL", em Joomla

A expressão "Secure Socket Layer" - SSL - diz respeito, sucintamente, à segurança exigida, hoje em dia, em websites, muito especialmente em lojas online, onde um certificado de segurança se torna essencial, de modo a garantir aos utilizadores que os seus dados pessoais estejam devidamente guardados; para além, evidentemente, dos bancos online e outras instituições que possuem certificados de segurança de topo.

Não é objetivo deste pequeno artigo explicar a temática da segurança na internet, assunto vastíssimo e de grande complexidade que deixamos aos informáticos experts, mas sim dar conta de um pequeno erro relacionado com o tema mencionado que, por descuido, pode facilmente ocorrer nas configurações de uma plataforma Joomla:

No painel de controlo daquela plataforma, na área da Configuração Global (Global Configuration), existem cinco opções de navegação - Site | System | Server | Permissions | Text Filters. Abramos o separador "Server" - Server Settings. Na quarta linha de Server Settings encontram-se três opções de escolha para "Force SSL": "None", "Administrator Online" e "Entire Site". Por defeito, a configuração é "None".

A chamada de atenção que fazemos é manter a opção "None", a não ser que previamente se tenha ativado no próprio servidor um certificado válido de segurança. De contrário, optando-se pelas opções "Administrator Online" ou "Entire Site" e gravando no sistema, a área de administração ou esta e o sítio que suporta a plataforma Joomla resultam sem acesso.

Como corrigir este problema?

É necessáro aceder aos ficheiros do alojador web que estruturam o site e a área de administração. Procure-se e abra-se a pasta que inclui todos os ficheiros da plataforma. Aí encontrar-se-á o ficheiro "configuration.php" que deve editar-se para poder fazer-se uma pequena alteração. Ficheiro editado, procure-se agora o comando

public $force_ssl = '2';

A pequena alteração consiste em alterar 2 para 0 (zero), resultando 

public $force_ssl = '0';

Grave-se o documento e, naturalmente, site e respetiva área de administração ficarão disponíveis novamente.

Publicidade de qualidade através do programa AdSense

À partida, a publicidade, a não ser para os seus profissionais, é tema que não interessará à maioria das pessoas. Mais ainda: da parte de muitos, constituirá assunto pouco importante e mesmo causador de verdadeiros incómodos, especialmente quando é efetuada de um modo intrusivo como a que se verifica através de chamadas telefónicas para telefones fixos e móveis, nas horas mais impróprias, ainda por cima, inúmeras vezes, levada a cabo em medíocres modos de dicção, sem qualidade na leitura do guião a notarem-se erros grosseiros de gramática, não se prestigiando assim a publicidade com qualidade.

Spectrum - cores, gráficos e jogos

Segundo artigos da década em que apareceu o ZX Spectrum - 1982 -, este pequeno computador de dimensões sensivelmente iguais a 23cmx14cmx3cm vinha equipado com "poderosos" comandos gráficos, podendo assim o utilizador melhorar os seus programas através de instruções simples de usar, capazes de produzirem uma vasta gama de efeitos. Deste modo, existiam na máquina oito cores, contando o preto e o branco, numeradas entre zero e sete. Comandos como "PAPER" e "INK" eram usados, respetivamente, para dar cor ao fundo do écrã de visualização e à impressão dos carateres. Quando se ligava o Spectrum, o fundo e a margem surgiam automaticamente a branco e os carateres inseridos a preto.

Recorde-se que o monitor utilizado e associado ao Spectrum era o aparelho de televisão e a gravação dos programas era efetuada em cassetes audio. Nestas eram também guardados os jogos disponíveis no mercado como por exemplo o "Manic Miner", hoje incluído no grupo dos chamados jogos de plataforma e o "Superchess", jogo de xadrez - um e outro com diferentes níveis de dificuldade.

Sobre o Natal (poema)

"O Natal da Minha Infância" de João de Deus Rodrigues

Com os habituais e atenciosos votos de Santo e Feliz Natal, o autor João de Deus Rodrigues enviou-nos um dos seus poemas e uma imagem, recordando o Natal da sua infância, do seu livro de poesia “O Acordar das Emoções” da Tartaruga Editora.
O Natal da Minha Infância
Ah!, como era bela e natural
A noite de Natal,
Da minha infância.
Mesmo sem acalentar a esperança,
Que o Menino Jesus fosse à chaminé,
Para deixar brinquedos no meu sapatinho.
Ler mais...

Erva de Sete Sangrias

Limpar o sangue e baixar o colesterol

Comecei a tomar o chá da «Erva de sete sangrias» para fazer uma «limpeza ao sangue fazendo baixar o colesterol», com que a Isabel Pita me presenteou. É uma planta espontânea nos baldios e pastagens. É conhecida por «Sete sangrias» porque a sua acção no tratamento corresponderá ao mesmo efeito que teriam sete sangrias em tempos que já lá vão. 

É indicada para combater a hipertensão, sendo depurativa, diurética, laxante e ajuda a eliminar o ácido úrico. Mas, tem outras propriedades terapêuticas como no combate ao colesterol, melhora a circulação e respiração, bem como actua sobre as doenças de pele e a insónia. Não se deve abusar do seu consumo, podendo provocar diarreias e quedas de tensão arterial. Isto é tome chá de «Erva de sete sangrias» uma semana e descanse outra.

O "Pandigueiro"

Pobre Pandigueiro

Ainda na década de cinquenta e sessenta do século XX, nas terras raianas transmontanas o Gaiteiro era o «mágico» que anunciava a passagem do «Menino Jesus» com as prendas de Natal.

Enquanto a aldeia dormia sobre um manto de neve ou uma capa de frio, na marugada da noite de consoada, o Gaiteiro passava com os seus acordes célticos e o Natal acontecia. Erá só ir à lareira e ver se os socos dos pobres ou as botas dos remediados tinham algum mimo, brinquedo ou peça de roupa.

Também nas Montanhas do leste da Galiza, em Terras de Trives, Courel ou Berzo, era o Pandegueiro (ou Apalpador) que descia da  Serra  de Manzaneda (ou da Cabeça Grande), na noite de 25 de Dezembro a apalpar a barriga dos meninos para ver se comeram bem durante o ano, deixando-lhes um montinho de castanhas e, às vezes, mais algum presente e desejava-lhes um ano cheio de felicidade e comida.

Não era só o Pandegueiro que habita a Serra de Manzaneda, ela continua povoada de contos e lendas de mouras encantadas e de outras histórias de bruxas e lobisomens.

Na noite de Natal, ao menos, ninguém podia ir para a cama com a barriga cheia de fome.

As crianças antes de irem dormir tinham que lhe pedir leite com castanhas cozidas (também conhecidas por «caldudo») e outros presentes, que passavam por brinquedos, geralmente, em pau de amieiro feitos por alguém da terra.

Desta tradição galega ainda se conserva o dito: «vou cheirar-te a barriga (pândega ou bandulho) para saber o que comeste».

O resto da tradição perdeu-se ou tentou-se enterrar, como tempo a esquecer e nas minhas pesquisas sobre a castanha na Galiza, encontrei resistências, porque ligam este mágico fruto ao tempo da extrema pobreza que não querem voltar a desenterrar.

Ali o «pobre Pandigueiro» pagão acabou por desaparecer com a chegada de figuras mais luminosas, burguesas e cristãs que são os Reis Magos e hoje os presentes em Espanha chegam em «Dia de Reis».

Nesta memória de natais de outrora merece que se recordem «Os Trinta», isto é, os Gaiteiros de Trives, porque quando tocavam pareciam trinta. E é aqui que entronca a tradição raiana transmontana com que comecei este texto e que devia voltar-se a avivar em terras de Vinhais, tal como se vem fazendo com alguns caretos.

A gigante e mítica figura do Pandegueiro ou (em outros locais) Apalpador está a ser recuperada por algumas localidades galegas, porque a consideram parte importante da sua cultura e tradição e vem muito para além do cristianismo ibérico.

O Apalpador (ou Apalpa Barrigas) era um gigante carvoeiro que durante a noite de Natal descia das Montanhas de Courel ou Ancares, tal como o Pandegueiro da Serra de Manzaneda, visitando as aldeias para apalpar a barriguita das crianças e saber se tinham comido bem, trazendo-lhe castanhas e regalos e para desejar um bom ano. Atente-se nos versos de Jerónimo de Vicente, de Ourense: «Hoije é noite de Natal,/ Vai nininho p’rá caminha,/ Que vai vir o apalpador,/ Apalpar-te a barriguinha!»

Os defensores da cultura Galega na província de Lugo, estão empenhados em recuperar estas figuras míticas, porque nada obriga a que as prendas sejam só trazidas pelo Pai Natal, pelo Menino Jesus, mas também pelo Pandegueiro, pelo Apalpador ou pelos Gaiteiros de Trives ou Vinhais.

Curioso é notar que as castanhas estavam presentes entre os presentes que as crianças das serras e montanhas recebiam na noite de Natal, como estiveram presentes nos serões do tempo de Natal da minha infância e desciam da serra de Santa Comba dos soutos dos meus familiares e passavam o rio Rabaçal, no vau dos Lavadouros, em cima de machos que chegavam à minha aldeia com as patas e o pêlo da barriga molhados e os taleigos no dorso.

Recuperar as nossas tradições natalícias ou outras, até mesmo o nosso vocabulário ou expressões pode ser uma forma de nos encontrarmos com a nossa cultura e a nossa memória imaterial. Todos os que dedicam algum tempo a olhar para o nosso passado cultural serão obreiros da nossa cultura.

Março

Vento de Março

Nasce erva em Março, ainda que lhe dêem com o Maço.

Vento de Março, chuva de Abril, fazem o Maio Florir.

Quem quer ter vingança do seu amigo é ver-lhe os bens em dinheiro batido. (Augusto Pio Carneiro)