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ArteAzul-Atelier

 

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Restaurante "Chaxoila", em Vila Real

Restaurante Chaxoila, em Vila Real, Portugal

O Chaxoila é um restaurante de tradição da cidade de Vila Real, em Trás-os-Montes. Situa-se do lado direito, na estrada nacional que nos leva a Vila Pouca, Pedras Salgadas e Chaves, logo à saída da cidade. Desde muito cedo, este restaurante foi adotado pela confraria dos Pyjamantes de Vila Real como um dos seus preferidos para as tertúlias anuais: reuniam-se, uma semana antes do primeiro de dezembro, os tertulianos vestidos com a parte superior dos pijamas, comendo, bebendo e “batizando” os novos com rituais divertidos.
Marcada a mesa com antecipação, encaminhados fomos para zona de fumadores que hoje não deveriam existir em áreas cobertas e, evidentemente, contrárias ao nosso agrado. Não fora o cheiro a tabaco por sorte já em cima da sobremesa e, por isso, não sobreposto ao saboroso assado de cabrito antecedido de uma boa tripa, bem condimentada, aos molhos, de tradição verdadeira e vila-realense, o almoço colocar-se-ia numa classificação de nível superior.
As tripas aos molhos, prato nascido nos primeiros tempos da existência da taberna que tomou o nome do dono “o Chaxoila”, casa de pasto, ainda hoje assim designada, é o resultado do enrolamento de partes do bucho e do intestino da vaca, com presunto e salsa.
Um gato por cima do telhado transparente, mostrou o seu encanto à chegada, numa mistura de sol e folhas caídas de outono. Um quadro original presenteou-se assim do lado das nuvens, por entre azeitonas regadas em azeite, broa de milho e pão de trigo, mais uns pedacitos saborosos de bola de carne e um vinho tinto de caneca que nos pareceu dentro do espírito duriense.
O creme de leite foi de encontro aos desejos: levemente escaldado após estágio no frigorífico, encontrava-se muito bem queimado, estaladiço, gostoso.
O Chaxoila merece certamente uma nova oportunidade para aferir de alguns pormenores, mas, em conclusão, pareceu-nos um lugar digno de visita para almoçar.


Placa alusiva à Confraria dos Pyjamantes, no Chaxoila, em Vila Real

Revista Raízes de Novembro

Revista Raízes de Novembro, sobre a castanha

A Revista Raízes deste mês de Novembro já vai no seu n.16 e este número fala-nos do Fumeiro Trasmontano, da castanha/castanheiro e do azeite, entre outros assuntos.
O meu desafio é que a procure e que se surpreenda com múltiplos assuntos que nos interessam (trasmontanos e durienses e amigos) e com pessoas que nos enchem de orgulho.

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A água

que no Verão há-de regar...

A água que no Verão há-de regar, em Abril e Maio há-de ficar.

Em Maio grabançal nem nado, nem por semear.

Dias de Maio, dias de amargura, ainda não é dia, já é noite escura.

Quem quer colmeias

cresta pelo Natal

A bela castanha de Castelões! (Dizia-se no Mercado do Bulhão para anunciar a ímpar Castanha de S. Pedro dos Castelões)

Quem quer colmeias, cresta pelo Natal.

No S. Tomé mata a porca pelo pé.

Quadros Durienses

Belos Quadros Durienses

São muitos e belos os quadros durienses, isto é, as lindas paisagens observadas a partir do rio ou dos montes. Quem vem do rio Douro, na área internacional, começa por constatar a grandiosidade das suas margens, como são exemplo as arribas, em Lagoaça, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança. De caudal mais apertado, o rio percorre esse vale ladeado por declives, alguns quase a pique onde aves raras nidificam como é o caso das águias. De Lagoaça, cá no planalto, ao rio, é muito perto, mas a estrada, sinuosa, deve ser percorrida com cuidado - sítios há em que dois automóveis não se cruzam. Logo à saída da aldeia, no início da descida, a Cruzinha - o miradouro da Cruzinha de onde se avista não só o rio mas todo o planalto do lado espanhol.

Deixando o Douro Internacional, Barca de Alva e o cenário envolvente deixam antever uma beleza única, quadro raro deste Douro grandioso cantado por poetas como Miguel Torga e António Cabral, o primeiro, natural de S. Martinho de Anta, concelho de Sabrosa e o segundo do Castedo, concelho de Alijó, ambos durienses encantados por este vale, emoldurado não só pelas belíssimas panorâmicas mas também pela obra humana que à força de braços transformou a agrura das montanhas em ajardinadas escadarias.

No concelho de Torre de Moncorvo encontra-se a foz do rio Sabor (afluente do rio Douro), a aldeia com o mesmo nome - Foz do Sabor -, o vale da Vilariça, também chamado por alguns como "Vale do Nilo Português" em virtude de, todos os anos no inverno, ser enriquecido pelos detritos trazidos pelas correntes (menos neste ano de 2012 em que as chuvas teimam em não chegar...) que o transformam numa especial e diversificada riqueza agrícola.