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ArteAzul-Atelier

 

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restaurantes
Ao acaso, paramos, comemos e deixamos aqui os comentários, realçando os pontos positivos

Restaurante “O Mocho”, em Ludares

A caminho do Mocho, encontrámos o Codesso
Pelo emaranhado de vias estreitas do planalto serrano, entre a Carvalhada, no lugar da Delgada, em S. Lourenço, localidade e freguesia antiga do concelho de Sabrosa e as Fragas de Panóias, inspirados nas almas antigas e seres errantes dessas paragens, sem querer, fomos ao encontro do codesso. Num facílimo exercício de escuta e concentração, conseguimos ouvir os guinchos e, pelas aragens, sentir os odores das vísceras queimadas utilizadas nos rituais aos deuses severos. É verdade! E o codesso ali ao pé do caminho! Talvez degenerado, impõe-se, no entanto, não pela ramagem abundante que não possui mas pela astúcia que consegue adivinhar-se quando se vê implantado junto dos calhaus graníticos que pastam nesta região.

Tripas divinais no Restaurante Terra Fria (em Rebordelo - Vinhais)

e um bom caldo de grabanços
Muitos acham que bons restaurantes são os que aparecem nas revistas e jornais e na cozinha têm chefes conhecidos ou apregoados. Como sou pela nossa comida tradicional e bem confeccionada valorizo sempre o típico de qualidade. O amigo Pinheiro (ex-Comandante de Posto e ex-Presidente da Junta de Lebução) aconselhou-me o restaurante Terra Fria, de Rebordelo, na extrema com concelho de Mirandela e quem vai de Mirandela para Vinhais o primeiro depois de deixar as Aguieiras.

Restaurante "O Gonçalo", em Vilar de Maçada

O restaurante "O Gonçalo", em Vilar de Maçada, encontra-se à saída daquela localidade, a caminho de Sanfins, Favaios e Alijó - vila sede de concelho -, na região do Alto Douro.

Restaurante Bar, no Pinhão

Não, não estamos em qualquer cruzeiro descendo o rio Douro. À primeira vista a fotografia parece demonstrar isso mesmo, mas, de facto, não. Trata-se da esplanada terraço do Restaurante Bar LBV 79, no Pinhão - coração do Douro -, localidade ladeada pelo rio Douro e foz do rio Pinhão.

Restaurante Mercantil, em Armamar

O restaurante Mercantil situa-se na avenida 8 de Setembro, junto ao Mercado Municipal, em Armamar, vila sede de concelho do distrito de Viseu. Possui um espaço amplo – uma sala principal e uma marquise – bem iluminadas pela luz natural. 

Casa do Ferrador
Restaurante em Alturas do Barroso

Cozido à Barrosã

Sobe-se até à altitude de 1100 metros, em Alturas do Barroso, aldeia do concelho de Boticas, em Trás-os-Montes, precisamente a sul da barragem dos Pisões. No centro da povoação, próximo da praça principal onde se situa a igreja, ali se encontra o restaurante que, segundo se diz, serve o melhor cozido do mundo, neste caso o celebérrimo Cozido à Barrosã. De facto, a refeição, que deve ser encomendada pelo telemóvel do sr. Humberto - 965 898 040, deixa qualquer um ou qualquer uma que se intitule como "bom garfo" abismado(a).

Alguns restaurantes que frequentei durante as férias dos meus filhos

Os meus filhos já se habituaram a que durante as férias o pai seja um mãos largas. Depois, eu sei que eles e a minha mulher gostam de experimentar restaurantes bons, sendo alguns bastante caros. Por isso decidi dar a minha opinião aos amigos leitores. Há restaurantes caros que eu não aconselho porque as comidas não são para a minha boca ou para o meu fígado e outros que aconselho.

Tapar a Poça

Que rica cabeça para tapar uma poça!

Há cabeças grandes e há cabeças pequenas. Grandes cabeças e cabeças assim, assim. Cabeças dotadas e pessoas dotadas de grandes cabeças. São coisas diferentes, na dimensão, no conteúdo e, sobretudo, no aproveitamento.

Há dias, numa Escola da Região, um grupo acalorado de alunos de várias proveniências comentava a aparência física dos seus respectivos colegas. Um deles virou-se para um dos mais baixinhos, portador de um "magnífico" apêndice encéfalo-craneano e comentou:

- Que rica cabeça para tapar uma poça!

Riram-se todos, mas eu fiquei a cismar...

O que nós precisamos, com urgência, neste esvair catastrófico do bem comum, será, tão pura e simplesmente, uma "grande cabeça" que consiga tapar a "poça" de Portugal.

Uma cabeça grande, uma magnífica cabeça, que consiga obstruir, taponar, atascar, atrancar, cobijar, selar, tabicar, ou ocluir o desmedido buraco do nosso País.

Ou a descobrimos nos tempos mais próximos, ou a água da nossa "poça", a água da nossa subsistência como País e como Nação, se há-de perder, criminosamente, pelo rêgo das "talhaduras".

in Desta Maldição de Mim

O Vale do Douro

Douro Superior

O Vale do Douro contém maravilhas e a sua paisagem é sobrenatural ! O Vale do Douro provém da Natureza, resultando também do esforço e da energia despendida pelo homem na sua transformação constante levada a cabo ao longo dos séculos, dos tempos mais remotos.

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Alheiras de Mirandela

Ingredientes (para 5 kg de alheiras ou 30 alheiras):

 

3,5 Kg pão-trigo;

1,5 Kg de carnes (de porco – presunto fresco e barriga, galinha e peru);

banha de porco e azeite;

alhos, malaguetas, sal e colorau doce.

 

Preparação:

 

Cozem-se as carnes todas juntas, com sal a gosto, alguns dentes de alho e malaguetas. Depois de cozidas deixam-se arrefecer um pouco e, com uma tesoura própria, cortam-se em pedacinhos e desfiam-se. Guarda-se o caldo (água adubada de cozer as carnes).

Entretanto, cortou-se o pão em fatias e colocou-se, em camadas, num tacho (ou caldeira) fundo.

Com a água de cozer as carnes, bem temperada e apurada, escalda-se o pão de forma a este ficar todo ensopado. Para tal, com um pau próprio, vai-se furando e introduzindo a calda. Logo que o pão fique ensopado, deixa-se a descansar um pouco a massa.

Ao lume, numa panela, põe-se o azeite e um pouco de banha a aquecer.

Sobre o pão já amolecido põem-se os alhos picadinhos e passados pela picadora. Quando o azeite, com a banha, estiver bem quente, deita-se com cuidado em cima dos alhos, que ficam assim cozidos.

Com uma colher ou pá própria revira-se a massa, e junta-se, aos poucos, o colorau passado por um passador. Vão-se depois juntando as carnes até ficarem bem misturadas. A massa está pronta para ser metida na tripa.

O enchimento faz-se com um funil próprio, sendo as tripas preparadas para este efeito: bem lavadas, e cortadas à medida que se quiser e apertadas com um fio de algodão numa ponta. Depois do enchimento aperta-se a outra ponta com o fio.

Finalmente as alheiras, já prontas, devem ficar a secar, em canas, debaixo de lume, durante algumas horas até ficarem douradas. 

 

(Receita de Teresa Sales Golias, de Mirandela).

Nota 1: O Alexandre Sales (pai da Teresa Sales Golias) conjuntamente com o Gaspar (Porqueiro – da Boavista – Leiria. Era um grande especialista a comprar porcos a olho. Não se enganava num quilo.), a Lucília Pinto (esposa do Alfredo Coelho e tia do Jerónimo Pinto), a Maria ??? (esposa do Reinaldo) e o Cristiano (do bar Cristo) criaram a empresa Topiteu (ainda hoje uma muito conceituada marca de alheiras) em 1982, sendo esta a primeira empresa industrial a fabricar alheiras. E fê-lo com o saber da Lucília Pinto, da Adelina Romoa (então já na posse do Cristiano) e da Maria ???. Daí estas três senhoras, importantes fabricantes de alheiras, serem arroladas como sócias fundadoras. A Topiteu assentou no saber e esforço de três marcas: Alheiras Adelina, Alheiras Lucília e Alheiras Probom. As Alheiras Probom foram a primeira marca em Mirandela, que a salsicharia Tobom, em diferendo judicial, obrigou a encerrar. As Alheiras Adelina foram as mais fortes no mercado. Qualquer uma delas apunha sempre, manualmente, o selo de chumbo de garantia.

Nota 2: As alheiras, em Mirandela, eram fabricadas de um modo artesanal, antes da industrialização encabeçada pela Topiteu. Assim, com 400 kg de amoado ou massa de alheiras dava para fazer 3.200 unidades, temperadas com cerca de um quilo de banha de porco e um litro de azeite. A tripa da alheira era mais estreita e, com um quilo, faziam-se 8 alheiras. Hoje, com um quilo de amoado conseguem-se 6 alheiras, porque a tripa industrial, no presente, é mais larga e vem da região indiana. A tripa artesanal era da tripa do porco e só para a lavar e raspar gastava-se um dia. As alheiras de Mirandela tiveram nos anos cinquenta e sessenta os vieiras (Vieira rico – sogro do ilustre mirandelense José Damasceno Campos e Vieira pobre). O negócio das alheiras é dos mais rentáveis em Mirandela e espero que as marcas não descurem a qualidade.

Acontecimentos que marcam

Em nossa casa mandamos nós

Quem entra deve respeitar os usos e costumes

...venha a quarta bolinha

A grande imprensa já fez a divulgação destes eventos, mas registá-los em colunas menos espampanantes, que os valorizem e conservem, para melhor saborear o conteúdo da notícia, convida-me a referenciar dois acontecimentos importantes que marcaram o último domingo, 11 de Janeiro, e a 2ª-feira seguinte, dia 12. No domingo foi a monumental homenagem às vítimas do atentado contra o Charlie Hebdo, perpetrado pelos irmãos Said e Chérif Kouachi, que reuniu cerca de dois milhões de pessoas nas ruas de acesso à Praça da Republica, em Paris. Sem medo e pela liberdade foram as palavras que mais soaram na manifestação de repúdio pelo atentado feito por falsos muçulmanos, no dizer de muitos que o são, mas que desejam viver em paz e harmonia com todos os povos. 

Nenhuma religião, suponho, manda matar ou desprezar o seu semelhante, por isso quando tal acontece, por trás do acto estão forças ocultas que não agradam a Deus nem servem ao ser humano. Há que tirar conclusões e aprender com o que aconteceu. Todos têm direito à vida e à liberdade, mas isso implica também uma cota parte de parcialidade ou seja: em nossa casa mandamos nós. Quem entra tem que respeitar os usos e costumes. Ou então fazer permuta de liberdade consentida entre culturas e civilizações, se atropelos. Sem que isso se verifique o mundo civilizado não se deve deixar dominar por loucos. E mais não digo.

Para suavizar este terrível atentado que não atingiu só a França, mas o mundo livre sem excepção, os pés e sobretudo a cabeça dourada do Cristiano Ronaldo levou ao rubro os corações dos portugueses amantes ou não do Desporto Rei, ao conquistar mais uma vitória do melhor jogador de futebol do mundo, a Bola de Ouro, com que a FIFA anualmente distingue um jogador. É já a terceira, e o genial madeirense está a trabalhar para no próximo ano se apresentar em Zurique, Suíça, e trazer a quarta bolinha. Na Selecção Nacional e no Real Madrid, vai continuar a ser o seu campo de preparação. Valha nos ao menos a Bola de Ouro!!!