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ArteAzul-Atelier

 

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Roda do Oleiro

A Olaria de Bisalhães, Vila Real

(...) A Olaria é a arte de trabalhar o barro. Nasceu com os primeiros passos da evolução dos primitivos pois tinham necessidade de cozinhar e guardar os alimentos. Cedo se espalhou por toda a parte e chegou à Península Ibérica. Na nossa região, diziam os oleiros mais antigos, fixou-se, principalmente, em Lordelo; passou para Mondrões e estacionou em Bisalhães.

Matéria-prima: barro e água.

Locais do barro: os barreiros da Telheira, em Parada de Cunhos, e os barreiros de Chaves.

Trabalhos preparatórios: seca-se o barro ao sol, numa eira; leva-se, em baldes ou caixotes, para o salote ( espécie de barraco ) onde fica arrumado; esmigalha-se, no pio; peneira-se para a gamela onde é amassado com água; fazem-se as peis ( postas de barro ) com o peso, mais ou menos, de vinte a trinta quilos. Uma piada dá duas ou três peis.

Técnica: coloca-se uma bola de barro no tampo de uma roda de madeira que o oleiro movimenta à mão. Com extrema sensibilidade dos dedos, o artista faz um furo no barro e vai modelando a peça que idealizou, com uma mão por dentro e a outra por fora, com um trapo molhado, para alisar o barro. Para certos feitios, usa o fanadouro ( uma tira de madeira de vidoeiro ) e, quando a mão não cabe, usa a moca ( pau com uma extremidade mais grossa ). Para fazer desenhos na louça, quando está meia seca e meia verde, utiliza o gogo ( uma pedra pequena e polida ). No final, para separar a peça da roda, corta-a, pelo fundo, com uma sega ( uma cediela ou uma corda fina de viola ). Depois de modeladas e secas, as peças vão a cozer ao forno, com lenha seca, na parte inferior do mesmo. Quando a louça está em brasa, dizem os oleiros que está chegada, é coberta com lenha seca, para acabar de cozer a fornada que está em cima. Depois de arder a lenha seca, abafa-se com musgo ( caruma verde de pinheiro ) e terra preta a fim de, com o fumo provocado, a louça ficar escura e acabar de recozer.

Instrumentos de trabalho: SEGA - separa a peça pronta, da roda do oleiro; MOCA - serve para modelar, onde não cabe a mão; FANADOURO - tira de madeira para puxar e aperfeiçoar a peça de louça; GOGO - pedra pequena polida que serve para fazer desenhos na louça; ESTRIAS - canas, com um sulco, que servem para fazer vários feitios; NAVALHA - para cortar o barro; PAUZINHO - para alisar o barro, onde não pode ser utilizado o gogo; TRAPO - serve para alisar o barro; ENXADA - para cavar a terra preta que está à volta do forno; PÁ - para deitar terra preta por cima da rama verde de pinheiro, na parte final da cozedura; ENGAÇO - ( ou ancinho ) para juntar a caruma; GALHA - para espalhar a lenha, na parte inferior do forno; GAMELA - onde se amassa o barro; PIO - onde se pica o barro; PICO - maço ( martelo de pau ) que esmigalha o barro; PENEIRA - para separar o barro moído do grosso; CRIVO - é também para separar o barro, mas deixa passar mais areia para a modelação de louça mais "churra" ( grosseira ).

Constituição da roda: a roda do oleiro é de madeira de castanho - existem rodas com mais de cem anos - composta pelo QUIÇO ( estrado de baixo ); o TRABUL ( pequeno eixo onde assenta a roda ); a CRUZ ( para dar resistência ); as POMBINHAS ( são quatro e ligam a cruz à roda por meio de espigas de ferro ); as AGARRAS ( onde o oleiro apoia a mão para provocar o movimento giratório ); o TAMPO ( a parte superior da roda onde se modela o barro ).

Variedade da louça: no princípio, só se faziam peças úteis para uso doméstico: alguidares, panelas, talhas, cântaros, canecas, potes, pratos, chávenas, malgas, pingadeiras, terrinas, etc. Depois passaram os oleiros a fabricar, também, peças finas para decoração: sereias, bilhas-de-segredo, floreiras, jarras, bonecos, vasos, mealheiros, medalhas, miniaturas, etc. ( ... )

in A Olaria em Bisalhães, de Edgar Ferreira - Edição: Escola Preparatória nº 1, Vila Real, 1988

Castelão

Castas tintas - Castelão

A uva tinta mais plantada no sul de Portugal dá origem a vinhos finos, firmes e frutados com aroma a framboesa que evoluem com o envelhecimento para aromas de cedro e caixa de cigarros. É em Palmela, na região da Península de Setúbal, ao sul de Lisboa, que a casta dá o melhor de si.

Informação “Academia Vinhos de Portugal” Wines of Portugal

Festival da Castanha de 2013

em Arouca

Restaurantes de Arouca

Pratos de vitela e doces conventuais

Aconteceu no último fim-de-semana de Outubro, na bonita e histórica vila de Arouca, o Festival da Castanha, que visa a promoção deste fruto mágico e a confecção de pratos e doces com castanha. Devido ao meu livro «Memórias da Maria Castanha» fui convidado da autarquia arouquesa. Fiquei encantado com a paisagem, o Geopark e a gente, o Mosteiro de Dona Mafalda ou das monjas cistercienses e a sua gastronomia.

Os pratos de vitela e os doces conventuais são do melhor que há. Se vier pela A24 aproveite e almoce num dos muitos restaurantes de Alvarenga, terra da boa vitela arouquesa e se chegar pela A1 pode escolher o restaurante Parlamento (há outros bons) no centro da vila, que espalha simpatia e oferece da melhor vitela assada, em naco ou em posta.

Os doces de Arouca são uma loucura. O pão-de-ló de Arouca ensopado ou seco são divinais e o «Pão de S. Bernardo» uma tentação que me pode levar a ir lá para me deliciar com um. Pega-se com a mão, às arrepeladelas, e come-se. Sobre o divinal Pão de São Bernardo havemos de falar noutro momento e mais demorado.

As Festas dos Jogos Populares

O Jogo das Panelas, junto à Torre de Belém

A partir de 1977, com a grande festa de jogos populares - I Jogos Populares Transmontannos -, inúmeras localidades transmontanas começaram a festejar o seu reaparecimento. De facto, nesta altura, as populações sentiam que a cultura popular, a sua própria cultura, renascia pelo interesse e empenho que todos demonstravam e pelos apoios que recebiam das estruturas locais do Estado. António Cabral esteve à cabeça deste movimento, contribuindo com o seu entusiasmo, a sua investigação e o apoio dado aos grupos que, entretanto, se formaram e organizaram em associações culturais, tomando estas parte na implementação dos jogos, alguns deles adormecidos pela distância do tempo.

Até ao ano de 1988, os jogos populares transmontanos percorreram e divertiram milhares de pessoas, entre organizadores, participantes e observadores. Muitas localidades transmontanas organizaram as suas festas populares onde não faltavam os jogos populares. Os Jogos Populares Transmontanos ultrapassaram as fronteiras desta região, chegando a vários locais do país e do estrangeiro. Lisboa, Porto, Santiago de Compostela, na Galiza, Nancy, França, Frankfurt, na Alemanha, através do Centro Cultural Português, Bridgeport, Ludlow e Milford, nos Estados Unidos da América.

Imagem do livro "Os Jogos Populares (Onze anos de história: 1977-1988)", de António Cabral

Castedo

Castedo do Douro

A povoação do Castedo situa-se sobranceira ao rio Douro na sua margem direita, a seis quilómetros da sede do concelho, a vila de Alijó. As vinhas circundam em abundância o denso casario de que faz parte a casa do escritor António Cabral, nascido naquela aldeia a 30 de Abril de 1931.

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