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ArteAzul-Atelier

 

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Marco a assinalar que a aldeia do Mosteiro faz parte das Aldeias de Xisto, no dia seguinte ao incêndio

Tragédia dos incêndios no concelho de Pedrógão Grande, em 2017

Dia dezassete de Junho de 2017, sábado, catorze horas. Calor seco, uma trovoada a formar-se. Em casa, eu, de tronco nu, escrevo no computador páginas do meu próximo livro de Contos. A minha esposa chama-me à atenção para os incêndios que cercam Pedrógão Grande e vou à janela e, na direcção dos Escalos Fundeiros, a escassos sete quilómetros do Mosteiro, avisto fumo de um incêndio que se adivinha, venha a ser grande. Depois, mais à minha direita, avisto outros dois focos de incêndio, com sinais assustadores.
Com três incêndios no concelho de Pedrógão Grande, as pessoas, de mãos na cabeça, dizem: já se esperava isto, o ano passado tentaram queimar isto tudo e não conseguiram, mas "eles" estão de volta.
(…)
Na aldeia do Mosteiro, ouvi as sirenes dos Bombeiros de Pedrógão Grande e pensei: meu Deus, o que virá aí! Desliguei o computador e fui-me juntar às pessoas da aldeia, a maioria delas idosas, que se iam juntando no jardim.
O fumo avançava na nossa direcção, o medo aumentava. Pelas dezassete horas, dois homens fugidos da frente do incêndio, que já cercava a aldeia dos Troviscais, queimados e semi-nus, deitaram-se no chão e pediram ajuda. Um telefonema, uma ambulância e ei-los a caminho dos Hospitais de Coimbra, penso eu.
Entretanto, o grupo aumenta com algumas pessoas que estavam na praia fluvial. O medo toma conta de nós. Bombeiros, nem vê-los, o incêndio aproxima-se, o fumo escurece o sol, o ar fica irrespirável, todos entregues a S. Pedro, o padroeiro da aldeia.
As faúlhas, até ali cinza, são agora pequenas tochas incandescentes, que provocam os primeiros incêndios nas casas e nos quintais.
(…)
A tragédia está iminente. Choros, pedidos de socorro, rezas a S. Pedro, e todos nós a sermos varridos por uma ventania e um remoinho, espécie de ciclone, de lume, areia e ramos de árvore a arder, parecia o fim do mundo.
(…)
O incêndio atravessou a ribeira e continuou a sua marcha destruidora, deixando para trás uma paisagem infernal de labaredas, cinza, carvão e fumo.
Falta a luz, os telefones não funcionam, e ouvem-se rebentamentos de botijas de gás.
(…)
E as populações do Mosteiro, onde estou casado há perto de cinquenta anos, e investi as minhas economias, ficávamos mais pobres e sem uma única árvore, e menos casas de habitação.

Excertos de um texto mais completo publicado no Jornal Mensageiro de Bragança, em 22/06/2017, editado juntamente com outros textos no livro "MOSTEIRO (Pedrógão Grande) – As cinzas e a Esperança", Edições AMADORA SINTRA 2017, cujo autor é João de Deus Rodrigues, testemunha da tragédia dos incêndios no concelho de Pedrógão Grande.

Castelão

Castas tintas - Castelão

A uva tinta mais plantada no sul de Portugal dá origem a vinhos finos, firmes e frutados com aroma a framboesa que evoluem com o envelhecimento para aromas de cedro e caixa de cigarros. É em Palmela, na região da Península de Setúbal, ao sul de Lisboa, que a casta dá o melhor de si.

Informação “Academia Vinhos de Portugal” Wines of Portugal

Festival da Castanha de 2013

em Arouca

Restaurantes de Arouca

Pratos de vitela e doces conventuais

Aconteceu no último fim-de-semana de Outubro, na bonita e histórica vila de Arouca, o Festival da Castanha, que visa a promoção deste fruto mágico e a confecção de pratos e doces com castanha. Devido ao meu livro «Memórias da Maria Castanha» fui convidado da autarquia arouquesa. Fiquei encantado com a paisagem, o Geopark e a gente, o Mosteiro de Dona Mafalda ou das monjas cistercienses e a sua gastronomia.

Os pratos de vitela e os doces conventuais são do melhor que há. Se vier pela A24 aproveite e almoce num dos muitos restaurantes de Alvarenga, terra da boa vitela arouquesa e se chegar pela A1 pode escolher o restaurante Parlamento (há outros bons) no centro da vila, que espalha simpatia e oferece da melhor vitela assada, em naco ou em posta.

Os doces de Arouca são uma loucura. O pão-de-ló de Arouca ensopado ou seco são divinais e o «Pão de S. Bernardo» uma tentação que me pode levar a ir lá para me deliciar com um. Pega-se com a mão, às arrepeladelas, e come-se. Sobre o divinal Pão de São Bernardo havemos de falar noutro momento e mais demorado.

As Festas dos Jogos Populares

O Jogo das Panelas, junto à Torre de Belém

A partir de 1977, com a grande festa de jogos populares - I Jogos Populares Transmontannos -, inúmeras localidades transmontanas começaram a festejar o seu reaparecimento. De facto, nesta altura, as populações sentiam que a cultura popular, a sua própria cultura, renascia pelo interesse e empenho que todos demonstravam e pelos apoios que recebiam das estruturas locais do Estado. António Cabral esteve à cabeça deste movimento, contribuindo com o seu entusiasmo, a sua investigação e o apoio dado aos grupos que, entretanto, se formaram e organizaram em associações culturais, tomando estas parte na implementação dos jogos, alguns deles adormecidos pela distância do tempo.

Até ao ano de 1988, os jogos populares transmontanos percorreram e divertiram milhares de pessoas, entre organizadores, participantes e observadores. Muitas localidades transmontanas organizaram as suas festas populares onde não faltavam os jogos populares. Os Jogos Populares Transmontanos ultrapassaram as fronteiras desta região, chegando a vários locais do país e do estrangeiro. Lisboa, Porto, Santiago de Compostela, na Galiza, Nancy, França, Frankfurt, na Alemanha, através do Centro Cultural Português, Bridgeport, Ludlow e Milford, nos Estados Unidos da América.

Imagem do livro "Os Jogos Populares (Onze anos de história: 1977-1988)", de António Cabral

Castedo

Castedo do Douro

A povoação do Castedo situa-se sobranceira ao rio Douro na sua margem direita, a seis quilómetros da sede do concelho, a vila de Alijó. As vinhas circundam em abundância o denso casario de que faz parte a casa do escritor António Cabral, nascido naquela aldeia a 30 de Abril de 1931.

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