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Língua Charra - Regionalismos de Trás os Montes e Alto Douro - de A. M. Pires Cabral * Edição: Âncora Editora

Mais de 23.000 termos no Dicionário Transmontano e Altoduriense de Língua Charra

Há umas três semanas foi noticiado com grande ressonância na comunicação social que se editou, em Bragança, um dicionário com 10.000 termos. O dicionário até terá tido direito a apresentação na Academia das Ciências de Lisboa, o que é bom. Muito bom não me parece que a comunicação social tenha feito grande alarido do feito, como se fosse algo de inédito ou não houvesse, mais que um autor que já tivessem feito esse duro trabalho de casa. Assim, para que conste e em nome da verdade, refiro aqui alguns trabalhos anteriores de diversos autores.
Em 2005, Adamir Dias, Manuela Tender e outros colaboradores editaram pela Associação Rotary Club de Chaves o «Dicionário de Transmontanismos» com cerca de 9.000 vocábulos de Trás-os-Montes e Alto Douro. Em 2002, iniciámos um trabalho hercúleo de recolher a memória cultural e a imaterial sobre a castanha, tendo vindo a lúmen: «Memórias da Maria Castanha» e «Maria Castanha Outras Memórias» ambos com imenso vocabulário sobre o mundo castanhícola. Também, com enorme sucesso e bem aceites pelo público vieram a público três livros sobre etnolinguística do concelho de Mirandela: «Mirandelês» (em co-autoria com Jorge Golias, João Rocha e Hélder Rodrigues), «Falares de Mirandela» e «Mirandela Outros Falares».
A grande obra de termos transmontanos e altodurienses, de todos os tempos, publicada em 2013, é a «Língua Charra», de A. M. Pires Cabral, com mais de 23.000 termos, cerca de 400 obras lidas e consultadas. Pires Cabral concretizou o Projecto mais ambicioso de toda uma vida e de grande rigor científico. Foram mais de 20 anos de muito trabalho. Contudo, não se ficou por aí e já prepara uma 2.ª edição revista e aumentada.
A Língua Charra é um dicionário de regionalismos e que «bebe» em imensos autores, permitindo-me destacar, Miguel Torga, Aquilino Ribeiro, Camilo Castelo Branco, Guerra Junqueiro, António Cabral e tantos outros. É uma grande obra e uma obra grande que honra e eleva quem a possui ou a vier a adquirir.

Castelão

Castas tintas - Castelão

A uva tinta mais plantada no sul de Portugal dá origem a vinhos finos, firmes e frutados com aroma a framboesa que evoluem com o envelhecimento para aromas de cedro e caixa de cigarros. É em Palmela, na região da Península de Setúbal, ao sul de Lisboa, que a casta dá o melhor de si.

Informação “Academia Vinhos de Portugal” Wines of Portugal

Festival da Castanha de 2013

em Arouca

Restaurantes de Arouca

Pratos de vitela e doces conventuais

Aconteceu no último fim-de-semana de Outubro, na bonita e histórica vila de Arouca, o Festival da Castanha, que visa a promoção deste fruto mágico e a confecção de pratos e doces com castanha. Devido ao meu livro «Memórias da Maria Castanha» fui convidado da autarquia arouquesa. Fiquei encantado com a paisagem, o Geopark e a gente, o Mosteiro de Dona Mafalda ou das monjas cistercienses e a sua gastronomia.

Os pratos de vitela e os doces conventuais são do melhor que há. Se vier pela A24 aproveite e almoce num dos muitos restaurantes de Alvarenga, terra da boa vitela arouquesa e se chegar pela A1 pode escolher o restaurante Parlamento (há outros bons) no centro da vila, que espalha simpatia e oferece da melhor vitela assada, em naco ou em posta.

Os doces de Arouca são uma loucura. O pão-de-ló de Arouca ensopado ou seco são divinais e o «Pão de S. Bernardo» uma tentação que me pode levar a ir lá para me deliciar com um. Pega-se com a mão, às arrepeladelas, e come-se. Sobre o divinal Pão de São Bernardo havemos de falar noutro momento e mais demorado.

As Festas dos Jogos Populares

O Jogo das Panelas, junto à Torre de Belém

A partir de 1977, com a grande festa de jogos populares - I Jogos Populares Transmontannos -, inúmeras localidades transmontanas começaram a festejar o seu reaparecimento. De facto, nesta altura, as populações sentiam que a cultura popular, a sua própria cultura, renascia pelo interesse e empenho que todos demonstravam e pelos apoios que recebiam das estruturas locais do Estado. António Cabral esteve à cabeça deste movimento, contribuindo com o seu entusiasmo, a sua investigação e o apoio dado aos grupos que, entretanto, se formaram e organizaram em associações culturais, tomando estas parte na implementação dos jogos, alguns deles adormecidos pela distância do tempo.

Até ao ano de 1988, os jogos populares transmontanos percorreram e divertiram milhares de pessoas, entre organizadores, participantes e observadores. Muitas localidades transmontanas organizaram as suas festas populares onde não faltavam os jogos populares. Os Jogos Populares Transmontanos ultrapassaram as fronteiras desta região, chegando a vários locais do país e do estrangeiro. Lisboa, Porto, Santiago de Compostela, na Galiza, Nancy, França, Frankfurt, na Alemanha, através do Centro Cultural Português, Bridgeport, Ludlow e Milford, nos Estados Unidos da América.

Imagem do livro "Os Jogos Populares (Onze anos de história: 1977-1988)", de António Cabral

Castedo

Castedo do Douro

A povoação do Castedo situa-se sobranceira ao rio Douro na sua margem direita, a seis quilómetros da sede do concelho, a vila de Alijó. As vinhas circundam em abundância o denso casario de que faz parte a casa do escritor António Cabral, nascido naquela aldeia a 30 de Abril de 1931.

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