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ArteAzul-Atelier

 

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art’expo: exposição de imagens - catálogo da exposição

art’expo
Exposição de imagens

Catálogo da exposição

Na página IMAGENS, Foi inserido um conjunto de seis imagens, dentro de um estilo surrealista, acompanhadas dos respetivos títulos e pequenos textos sugestivos:

Quadro 1 : Démêlage

Enquanto se desocupa do essencial a política e o desembaraçamento malabarista trata conforme a época, modas, interesse, a mulher que transporta sobre a rodilha o caneco democrático tenta desenvencilhar-se dos próprios ombros, pois neles carrega os filhos, o marido desempregado, pai e mãe acamados e a felicidade ali tão perto dos pregoeiros televisivos, onde o mundo é novo todos os dias!

Quadro 2 : Personality Complements

Colocam-se em confronto as cores, impondo-se-lhes vidas. Delas misteriosamente se servem por nuances de personalidade através do afastamento ou cortes, simulando perspetivas, juntando partes imprecisas como se coabitassem felizes, em harmonia!

Quadro 3 : Astéroïde

Pequeno corpúsculo viaja por espaços e trilhos do tempo, percursos intermináveis que se enxergam normais, com vistas disformes, é certo, de casa em casa como se nada fosse ou tudo acontecesse!

Quadro 4 : U-2112

Ao contrário do que pode imaginar-se, o fim de tudo encontra-se cada vez mais distante, a observar-se pelos números do Universo e a complexidade programada em simetrias cerebrais. Numa pequena porção de matéria negra, uma infinidade de mudanças ocorrerá!

Quadro 5 : Caminho da Águia

Impulsionando-se ao encontro de espelhos celestes sem que lhe faltem caminhos, voa pelo destino mais alto fazendo-se leve pena sem contar as distâncias!

Quadro 6 : Time's Mirror

Bruxas e curandeiros, os verdadeiros, só no Larouco, em homenagem ao Padre Fontes. Da Fonte da Pipa, lançam rimadas gotículas de orvalho contra moléstias e outros incómodos e, nos dias do desígnio, em cerimónias de abrenunciação, espalham primorosamente pela vila chouriças fumadas, impugnando a nocividade dos efeitos!

Mirandela

Soneto de Cláudio Carneiro

Orgulhosa e bairrista, Mirandela
Nascida sobre o plaino, terra funda,
Banhada pelo Tua, que a fecunda,
É mãe de gente honrada e digna dela.

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Portugal

Dia de Portugal

Vens de longe e tens no peito o teu passado,
Cheio de lutas, missões, feitos e glória.
De quantos com bravura fizeram a tua História,
E agora repousam no teu chão sagrado.

Homens e mulheres, marinheiros e poetas,
Que zarparam de um rio para vencer o mar.
Em frágeis barcaças que o vento fez voar,
Num mundo desconhecido, de portas abertas,

Para dizerem a outras gentes, a outras raças,
Que traziam com eles não só a cruz de Cristo,
Mas também afiadas espadas nas barcaças.

Quando aportavam a outros portos, noutros cais,
Onde semearam genes e crenças de Portugal,
E agora jazem em ti veros heróis imortais.

João de Deus Rodrigues

O Filho de Durão Barroso

e os filhos de outros pais

O escândalo do último dia 13, quarta-feira, consistiu em vir a público a notícia de que Luís Durão Barroso, filho do ainda Presidente da Comissão Europeia, ingressou na Supervisão do Banco de Portugal, sem concurso público. Só a meio dessa tarde se soube que, a lei que obriga a concurso – para não fugir à regra – tem uma excepção: «salvo situações de comprovada e reconhecida competência profissional».

Sucede que o sortudo Luís Durão Barroso, não imitou o pai, quando este aderiu ao MRPP, naquele verão quente de 1974 e seguintes. O filho aproveitou a embalagem e fez a licenciatura, o mestrado e o doutoramento numa universidade de Londres. Convenhamos que tão pomposo percurso académico, se ainda foi feito antes do Processo de Bolonha, implicou, no mínimo, doze anos de ensino superior. Freitas do Amaral vangloria-se de, aos 26 anos de idade, já ser «doutorado». É evidente que tinha físico e obrigação de ir à guerra, tal como Jorge Sampaio. Mas o pai deste era director-geral da Saúde. E o de Freitas do Amaral era um alto quadro da Sacor. Obviamente eram «fascistas especiais» e não foram à guerra. Isto para dizer que só mudaram as moscas. Porque as «cunhas», os malabarismos, as piruetas, são velhas e revelhas. Basta olhar para os presidentes das câmaras que nos rodeiam, reflectir nos filhos de Mesquita Machado, de Luís Filipe Meneses, de Valentim Loureiro...  A Assembleia da República teve e tem lá, pais e filhos, esposas e maridos. Nalgumas câmaras o partido do poder compensa os correlegionários, colocando-lhes os cônjuges, muitas vezes os filhos e até os genros, as noras e os netos. No mesmo serviço público, vigiam-se uns aos outros. Para essa casta não há crise. A crise sentem-na aqueles que, como contribuintes, pagam e nem podem refilar... Riem-se? 

Vivo numa cidade com pergaminhos, que seria um bom exemplo para um estudo sociológico de mestrado ou doutoramento. É pena que os orientadores não vislumbrem estes paradigmas democráticos. Muitos autarcas, mal chegam aos pelouros,  usam o método do provérbio latino: «escolhes para te assessorar a minha mulher e, em troca, eu aceito a tua como minha assessora». E, quanto  às cooperativas municipais usamos o mesmo axioma: enquanto a lei não der por ela, acumulamos a presidência daquelas que estão na nossa alçada, com os respectivos pelouros; vencimento daqui, mais vencimento dali, dão para viaturas do último modelo, vivendas apetrechadas com piscina, sauna e alarmes decorativos. Se a lei descobrir que estamos em transgressão, aguentamos enquanto as averiguações durarem. E, de repente, se o Tribunal de Contas nos obrigar, nós próprios delegamos nos nossos chefes de gabinete. Se temos competências e a lei o permite, para que andamos aqui a fazer figuras de parvos? E se for preciso ir para os tribunais, não importa porque temos as custas pagas pela própria autarquia...

Este forrobodó tem sido o forte destes 40 anos de democracia ditatorial. No último mês aconteceu isto mesmo na câmara da cidade onde escrevo esta sátira. Mas a prática que o Tribunal de Contas agora condenou, foi exercida nos últimos anos. E as notícias que vieram a público, não esclareceram se a lei teve efeitos retroactivos. E não se pense que só acontece nalgumas câmaras. Pratica-se nos ministérios, nas secretarias de estado, em todos os departamentos, onde os políticos não precisam de ter cursos superiores, nem estágios, nem concursos. Basta abrirem os olhos, espreitar o partido político que dá mais garantias de sucesso, bajular os que ocupam os lugares da frente e ir a todas as manif's, comícios, caravanas...

O filho de Durão Barroso deu mais nas vistas porque é doutor. Mas, a crer na notícia que circulou, o vencimento base é de 1.800 euros/mês. Um pouco menos do que foi ganhar o filho do Presidente do STJ, Noronha do Nascimento quando, a troco do arquivamento das escutas contra José Sócrates este o «encaixou» num vistoso cargo estatal. Marinho Pinto, o Expresso e outros  órgãos, registaram esse episódio que circula online. Não invento nada do que fica escrito. É que Noronha do Nascimento era baixo de físico mas era alto em poder. E o poder, muitas vezes corrompe. Mesmo que seja judicial.

Este «verão quente» que por sinal tem sido fresco, vai aquecer até fins de Setembro. Era bom que o maior partido da oposição lavasse toda a roupa suja destes quarenta anos. E, seja qual for o vencedor, prepare as mentalidades dos seus quadros e de todos os portugueses no sentido de «limpar» o ambiente que tomou conta  da sociedade Portuguesa. A política atingiu o clímax da podridão. É irrespirável. Ameaça de morte os velhos e os novos.  Perderam-se os valores. Ninguém pode atirar pedras porque somos todos culpados desta hecatombe de que o BES é exemplo claro.

Reunião Importante

Vagas para altos cargos político-partidários

Em certa reunião/tertúlia, apelava-se aos presentes e não se julgue que fariam parte de algum grupo secreto ou loja maçónica para - dentro de um espírito desprovido de quaisquer interesses pessoais, sob condições de absoluta transparência e lealdade, com regras eminentemente fundamentadas nos bons princípios -, disponibilização imediata a vagas para altos cargos político-partidários surgidos entretanto da atual conjuntura, exigindo-se, contudo, condições mínimas no ato das candidaturas, conforme parâmetros de todos sobejamente conhecidos.

Para além disso, terão de ser cumpridos alguns requisitos de âmbito moral, pois o eleitorado é a isso deveras sensível, nomeadamente às questões amorosas, dado que número significativo de portugueses tem uma “instrução esmerada”, suportada por educação rígida de bons costumes, muito bem implementada por sucessivas novelas televisivas e por hábitos exemplares de conduta futebolística. É, assim, essencial e obrigatório o cumprimento escrupuloso de horários, não podendo ser usada a atividade política como desculpa para reuniões de última hora, fora do estritamente ligado a funções às quais, eventualmente, se assumiram responsabilidades.