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ArteAzul-Atelier

 

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Em ano de muito ouriço não faças caniço

Em ano de muito ouriço não faças caniço.
A cada bacorinho vem o seu S. Martinho.
Cada coisa no seu tempo e o nabo no Advento.

Maria Teresa Maia Gonzalez

Candidata ao prémio literário sueco Astrid Lindgren Memorial Award (ALMA) 2016

A escritora portuguesa Maria Teresa Maia Gonzalez é candidata ao prémio literário sueco Astrid Lindgren Memorial Award (ALMA) 2016, que distingue a literatura e ilustração para a infância e a promoção da leitura, conforme anunciou a organização no decorrer da Feira Internacional do Livro de Frankfurt. Os seus livros são um sucesso entre os mais jovens e já ganhou vários prémios de literatura.

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Bolo de Maio ou Bolo do Tacho

Ingredientes (para 6 pessoas):

 

500 g farinha milho;

80 g cacau;

40 g manteiga;

4 colheres sopa de café solúvel;

14 colheres sopa de açúcar;

2 colheres sopa de canela em pó;

5 colheres sopa de azeite;

uma pitada de sal e 1 litro de água a ferver.

 

Confecção:

 

Misturar muito bem todos os ingredientes e depois juntar a água a ferver e misturar para que fique uma mistura homogénea. Deixar “descansar” de um dia para o outro. 

No dia seguinte, untar uma forma redonda (sem buraco) com manteiga. Mexer a mistura do dia anterior e colocar na forma já untada. Vai ao forno a 170 graus durante cerca de uma hora.

 

Receita recolhida por Susana Estevam - Brasil e fornecida pela sua avó, natural de Monchique in «As Maias entre mitos e crenças» a publicar por nós brevemente.

As Maravilhas da Natureza e a Humanidade

Tenho muito orgulho e vaidade nos meus amigos. Sinto a amizade como o maior bem. Já tive que optar entre perder dinheiro e um amigo. É claro, perdi o dinheiro. Alguns dos meus amigos não os conheço pessoalmente.

Vem isto a propósito de um amigo que venero pela sua imensa sabedoria e generosidade sem limites. É um missionário da Biodiversidade. Quando se apercebe de alguma falha minha, no campo da Biodiversidade, corrige-me com a maior naturalidade e eu fico feliz.

Atrevo-me a dizer que este amigo, o maior botânico vivo português, é desconhecido no meio político, sendo-lhe esquivo. Contudo, quando uma Escola ou um Clube da Floresta lhe pede para fazer uma conferência e tem disponibilidade de agenda aceita como se fosse sua obrigação e fá-lo de forma voluntária. Não aceita, sequer, que lhe seja pago o bilhete de comboio.

O título acima, parece que pouco tem a ver com esta lavra. Eu explico. Todos os anos, o Prof. Jorge Paiva envia, antes do Natal, um cartão original de «Boas-Festas» aos amigos portugueses e aos estrangeiros. Por isso, os seus cartões de Boas-Festas são bilingues, em Português e Inglês, versando, cada ano, um tema diferente.

Gasta centenas e centenas de euros porque conhece meio mundo. Assim, quero partilhar o bonito texto que recebi neste Natal:

“Na época natalícia, celebrada pelos cristãos como um acontecimento esplendoroso, recordo sempre muitas das maravilhas da Natureza que tive a felicidade de observar, como, por exemplo, o parto de uma elefante (Loxodonta africana) em plena savana. Já estive em regiões naturais de avassaladora beleza, plenas de biodiversidade, como, por exemplo, as florestas equatoriais (pluvisilva) de todos os continentes, o Pantanal da América do Sul, as savanas da África Oriental, os mangais da América, África, Ásia e Austrália tropicais. Em algumas regiões, além da elevada biodiversidade, tem-se ainda a oportunidade de ver seres invulgares e outros de desmedidas dimensões, como enormes elefantes, árvores com 6.000 toneladas de biomassa, como um exemplar de Sequoiadendro giganteum, vagem de uma mimosácea (Entada pursaetha) com cerca de 2 m de comprimento, sementes com cerca de 20 kg (Lodoicea mldivica) e folhas de um «nenúfar» de limbo flutuante com cerca de 2 m de diâmetro (Victoria cruziana). Recentemente, tive a oportunidade de estar num dos maiores centros de biodiversidade da América Central (Costa Rica) e observar aí dois seres invulgares e de rara beleza: uma borboleta de asas transparentes (Greta oto) e um feto trepador, cujo limbo foliar por ter uma única camada de células de espessura, as folhas são transparentes (Trichomanes elegans). Também existe em Portugal, embora extremamente localizado, um feto desses (Vadenboschia speciosa).

Muitas destas maravilhas estão protegidas, não apenas pela sua raridade ou esplendor, mas porque a sobrevivência da humanidade só é possível desde que, na «Gaiola Global» (Globo Terrestre) onde vivemos, existam as outras espécies que a habitam. Não é pela beleza ou invulgaridade que temos de preservar as outras espécies do Globo, mas porque sem elas não sobrevivemos.

Façamos votos para que durante a época festiva do final do ano, em que, regra geral, se come exageradamente, nos recordemos que toda a comida (o nosso combustível) é de origem vegetal, animal e de outros seres vivos (leveduras, por exemplo). Isto é, sem os outros seres vivos (biodiversidade) não comíamos, não nos vestíamos, não tínhamos medicamentos, lenha, petróleo (o crude é de origem biológica), bebidas (ex.: cerveja, vinho, cidra), fibras, energia eléctrica, etc.”

O Prof. Jorge Paiva apenas nos pede que nos lembremos que os outros seres vivos são importantes para a nossa sobrevivência. Se aceitarmos esta evidência passamos a preservar e respeitar mais a biodiversidade a que pertencemos.

Vila Nova de Gaia

A Senhora do Pilar

Há quem presuma que a povoação tenha nascido no sítio de Candal, remotamente fortificado, a Gaya Vetera (Gaia Velha), hoje também cidade a expandir-se. Oficialmente, foi em 1926 criado em Vila Nova de Gaia o Entreposto que «teve por fim submeter a uma rigorosa fiscalização a zona onde se armazenam, preparam e conservam os vinhos generosos do Douro, antes de serem exportados». Sucede-lhe em 1932 a fundação do Instituto do Vinho do Porto, este na cidade do Porto, de tão laboriosa e profíqua atuação, garantia suprema em Portugal e no Mundo da valia do precioso néctar.

Percorre-se o Entreposto «único e privativo», e é todo um conjunto de armazéns (de extraordinário vasilhame e complexidade) que fascina pelo seu poderio e responsabilidades patrimoniais. (...)

Visitar as Caves de Vinho do Porto significa uma pausa para um pequeno intervalo, descobrindo algo de diferente, de deslumbrante.

No Monte da Virgem funciona importante núcleo da Rádio Televisão Portuguesa, e próximo, o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE - Unidade I (antigo Hospital Eduardo Santos Silva). Mas, quem deseja encontrar-se com monumentos, são de referir a igreja matriz, de raiz quinhentista e modificada em 1745 pelo génio Nasoni, o mesmo acontecendo ao convento das freiras dominicanas, oriundo do séc. XIV.

Porém, o convento da Serra do Pilar é sobremaneira imponente, a recordar-se a importância pretérita dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Em «Tesouros Artísticos de Portugal» pode ler-se: «O convento e sobretudo o claustro são do traço de Filipe Terzi. A igreja de nave alta e circular remonta a 1598. Cobre-a uma bela abóbada hemisférica de tijolos e granito, corrida exteriormente por um curioso varandim e rematada por um lanternim (...). Destacam-se no templo alguns bons retábulos de talha dourada com colunas salomónicas e uma série de esculturas de madeira policromada, setecentistas».

Ainda em Gaia, a Casa Museu de Teixeira Lopes, um dos maiores escultores portugueses.

O pôr do sol, visto da Ponte de D. Luís, é um quadro de arrebatadora beleza, tal como Porto e Gaia, admiradas desta ponte, oferecem belo quadro noturno.

Saborosa quadra popular anota que: 

A Senhora do Pilar
Tem o seu Pilar de vidro
Que lhe deu um marinheiro
Que se viu no mar perdido. 

in "Roteiro do Vinho do Porto" - Rogério Reis