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ArteAzul-Atelier

 

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Sebastião Augusto Ribeiro

"Sebastião Augusto Ribeiro - Pela Escola Técnica e por Vila Real" de Ribeiro Aires

Fizemos já referência, em junho de 2011, ao livro "Sebastião Augusto Ribeiro - Pela Escola Técnica e por Vila Real" da autoria de Ribeiro Aires, editado pela Escola Secundária de S. Pedro - Vila Real. A publicação deste livro acontece na sequência das comemorações do 50º aniversário da inauguração do edifício da então Escola Industrial e Comercial de Vila Real, também conhecida por Escola Técnica, à qual o Dr. Sebastião Augusto Ribeiro dedicou cinquenta e seis anos como professor dos quais quarenta e quatro como diretor.

"Nascido na «vila», oriundo de uma família com estatuto social de certa relevância, Sebastião Ribeiro conhecia a cidade e esta tinha-o já como uma das suas figuras, pelos papéis políticos e sociais que vinha desempenhando. Quando, pela primeira vez, assumiu,  ainda que provisoriamente, a direcção da Escola, Sebastião Ribeiro tinha já no seu currículo uma actividade cívica e profissional construída, conhecida e apreciada. Aos 36 anos de idade, sabia do que a cidade precisava e sabia o que queria fazer do estabelecimento de ensino de que era o «cérebro»".

Foi pois em 1927 que começou o futuro desta Escola. Desde logo, porque ele interpretou o melhor significado de Escola. Não a limitou a umas meras instalações, aliás, provisórias, precárias, apertadas, sem condições dignas para o exercício educativo. Percebeu, como ninguém, que uma escola não era só constituída pelos alunos, os professores e os funcionários, a melhor parte da sua alma. Entendeu que da comunidade educativa fazia parte o território que nela se projectava e pelo qual existia. Daí que a sua acção não se remeteria a analisar e a fazer cumprir decretos-lei, portarias ou circulares. Ele não teria um mero papel burocrático. E não teve. O concelho e a, agora, cidade que o aguardassem, porque ele nunca ficaria ali de braços cruzados."

Texto e foto retirados da contracapa do livro de Ribeiro Aires "Sebastião Augusto Ribeiro - Pela Escola Técnica e por Vila Real".

Amizade e Descendência

“Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso”

“Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso”, diz com muita sabedoria a nossa gente. Ao passar hoje o olhar pela página NetBila deparei com um artigo do meu ilustre co-provinciano, o poeta e prosador João de Deus Rodrigues que muito apreciei por me fazer recordar as antigas tradições do meu torrão natal, mas sobretudo por ver enriquecido o meu vocabulário com mais um termo para designar o Compasso ou Visita Pascal que pelos vistos, em Morais (Macedo de Cavaleiros), é conhecido por “O Dia de tirar o folar”.

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Ecomuseu de Salto

O Ecomuseu de Salto (na Casa do Capitão)

Para um novo livro etnográfico, fui recolher informação à vila de Salto e pobos anexos, no concelho de Montalegre e vim de lá deslumbrado com o Eco-Museu de Salto e com peças únicas daquele mundo rural, como um arado suevo que tem arcabouço para transportar uma peça de artilharia. Ficaram-me no olho uns quatro ou cinco assadores de castanhas em ferro e latão que poderão peças a figurar no livro. Depois, Salto até tem uma paisagem que desafio o melhor pintor naturista criativo, recortada de reboleiros e muros que demarcam e atestam uma realidade agrícoló-sociológica ainda importante no século XX. Salto é uma vila mineira, com o maior filão de volfrâmio nas «Minas da Borralha», e um rio, que foi truteiro, é uma bênção para a mineração, para os campos e hortas e para as gentes ribeirinhas. É um rio diferente, que canta como se fosse um tenor no estio e um barítono quando incha e se bota de monte a monte. Um rio que ainda hoje nos embala, basta mandar cantar o silêncio e pedir aos carvalhos e às árvores ripícolas para engrossarem o coro.

E se o estômago reclamar penso aconchego-o junto ao rio, no «Borda d'Água» da Maria. Eu comi lá umas «tripas brancas» divinais, mas outros atiram-me com um naco de vitela barrosã ou com um cozido de fumeiro do Barroso. Nas visitas anuais que as escolas a norte do rio Douro fazem por esse Portugal litoral, deviam ser obrigadas a, pelo menos uma vez na vida, rumarem ao Ecommuseu de Salto e à paisagem que o Grande Mestre moldou com saberes divinizados. Vinham de lá professores e alunos, mais cultos e mais felizes, basta perscrutar uma melodiosa paisagem de cores, sons e formas, para se renderem ao Olimpo barrosão (contactos: www.cm-montalegre.pt, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar., e 276510209).

Os mártires da democracia portuguesa

A última edição do Jornal de Matosinhos deixa qualquer leitor vergado ao peso das leviandades grosseiras de quem conquista o poder para, em nome da pluralidade, da isenção e da justiça social, exercer a mais vil tirania, desumanidade e descriminação.

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Sócrates

Governar à distância

A escuridão que à volta do processo "Face Oculta" se procurou fazer sentir no seio da população portuguesa foi agora  feito claridade graças ao jornal Sol que na edição do passado dia 5 rasgou o véu usado pela nossa Justiça para encobrir figuras ministeriáveis da nossa praça política. E de tal forma a divulgação mexeu nos zeladores da Lei que de pronto veio o PGR, Pinto Monteiro, esclarecer que tudo está já decidido à volta desse processo das escutas que envolve entre outros notáveis os camaradas Armando Vara e  Paulo Penedos.

Para se desculpar e fazer valer o seu papel lembra que vai  ordenar um inquérito à divulgação das escutas, tanto mais que, como diz "as questões relacionadas com as referidas escutas foram decididas em definitivo pelos despachos do sr. presidente do Supremo Tribunal de Justiça (Noronha do Nascimento), proferidos no uso da competência própria e já transitados em julgado, refere". Stá feito, stá feito! Curioso, não é?

Mas no que respeita aos “indícios muito fortes de um plano que envolve o primeiro ministro para controlar a estação de TVI e afastar Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz” temos já o Sindicato dos Jornalistas a requerer a quem de direito uma “averiguação urgente sobre este alegado plano do Governo para controlar a Comunicação Social”. No meio disto Eduardo Moniz desabafa: “Já não é apenas a crise económica, é uma crise de valores que atravessa a sociedade portuguesa. Acho que isto não é sinal de maturidade, não é bom para a credibilidade que esta quinta-feira o Ministro das Finanças dizia ser preciso transmitir para o exterior”. Por isso, o actual administrador da Ongoing defende o afastamento de José Sócrates do governo.    

E agora venham cá convencer-me de que estes órgãos de justiça são imparciais e soberanos. Basta só pensar  que dos 18 arguidos  deste processo só o Manuel Godinho está em prisão preventiva. E Sócrates a governar à distância.