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ArteAzul-Atelier

 

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Cada vez mais vejo partir pessoas amigas ou conhecidas e pondo as palavras na boca da minha saudosa mãe, ao ver falecer a Maria (vizinha de frente), mais nova do que ela e sem que nada o previsse, desabafava para mim: - A morte da Maria traz-me ensombrada!

O que me parece e a vida me ensina, quando ultrapassamos os quarenta e cinco anos sentimos chegar de várias formas a curva descendente da vida e quando atingimos os cinquenta sentimos que nos começam a retirar a retaguarda, partindo os nossos avós e nossos pais e os familiares ou vizinhos mais velhos pressentimos que a seguir somos nós.

Ainda há pouco partiu, em grande sofrimento, um meu irmão e ainda há menos tempo um tio da minha mulher que tinha um cuidado imenso com a alimentação, acabando num sofrimento atroz.

Hoje, apesar dos avanços das ciências médicas, morre-se mais de doenças incuráveis ou rotuladas de «doenças prolongadas», embora algumas, até ao desfecho final, durem uns curtos meses. Parece que não chega só termos uma alimentação saudável, mas procurarmos uma vida mais saudável. Um dos cuidados que mais nos devia preocupar é a exposição da pele aos raios solares, principalmente no Verão. Apesar de tudo, a maioria faz tudo para ter uma semana de praia. Um escaldão que se apanha ma meninice, na adolescência ou início da idade adulta, pode ficar registado até à velhice e aí vir uma factura negra.

Como qualquer um de nós já foi abalado pela partida de familiares ou amigos que se esperava que continuassem entre nós, penso que nada mais podemos fazer, se não honrarmos a sua memória e rezarmos, lembrando-os nas orações, no convívio social ou no familiar. Porque os que partem, continuam entre nós enquanto os recordamos.

Ah! Podemos meditar um pouco sobre a fragilidade da vida humana e sermos melhores uns para os outros, seja na família, no local de trabalho e entre vizinhos. Biologicamente somos um punhado de cinza quando cremados ou comidos pela terra.

 

SE ME AMAS NÃO CHORES!  *

 

Se conhecesses o mistério imenso do céu,
onde agora vivo, este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias, se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor, uma
enorme ternura que nem tu consegues imaginar.
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo pensa nesta casa
onde um dia estaremos reunidos para além da
morte, matando a sede na fonte
inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores, se verdadeiramente me amas!

 

* Santo Agostinho, foi bispo de Hipona e um dos Doutores (sábios) da Igreja Católica e patrono dos Teólogos. Viveu entre 354 e 430, filho de Santa Mónica, tendo uma mocidade agitada. Converteu-se à vida religiosa, atraído pelas pregações de Santo Ambrósio, e tornou-se um dos mais eloquentes oradores. As suas obras principais são a «Cidade de Deus» e «Confissões». Nesta última, narra os erros da mocidade e a sua conversão ao bem e santidade.

Mirandela: arruamentos de aldeias

Renovação dos pisos de alguns arruamentos de aldeias

Programa de renovação dos pisos de alguns arruamentos de aldeias, iniciado com José Silvano, prossegue com Almor Branco.
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Exposição de Pintura e Artes Decorativas

Pintura e Artes Decorativas: Exposição na Universidade Sénior de Vila Real

Sob orientação da professora Amélia Raio, realizou-se na Universidade Sénior de Vila Real, na sala de exposições do Centro Cultural Regional de Vila Real, às 14:30 horas do dia 20 de junho de 2017, a inauguração da exposição de pintura e artes decorativas de obras realizadas durante o ano letivo 2016/2017 pelas alunas e alunos daquela instituição, permanecendo patente até ao final deste mês.

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Importância da Internet

e sua utilização

A importância da internet, ao contrário do que ainda se pensava em Portugal no ano de 1996 nos meios ditos desenvolvidos, é hoje de tal forma marcante que a sua banalização nos últimos tempos atingiu um patamar superior na sua utilização. Na actualidade, pelo menos as grandes e médias empresas, e mesmo as pequenas e micro empresas, desenvolvem as suas acividades comerciais muito em função das novas tecnologias de informação com plataformas variadas que vão desde a simples estrutura informativa e de promoção ao comércio electrónico rápido e funcional.

Os bancos são um exemplo extraordinário do aproveitamento tecnológico da internet com a gestão online dos fundos dos seus clientes. Os serviços administrativos do Estado ocupam também um espaço importante na rede global, relacionando-se intensamente com os contribuintes de um modo muito eficaz.

Origem das Maias

Antiga festa popular nos primeiros dias de Maio

Alguns dicionários enciclopédicos referem «Maia» como: a antiga festa popular nos primeiros dias de Maio, em homenagem à Primavera; criança muito ataviada que anda pelas estradas a pedir donativos para essa festa. Também descrevem Maio como: quinto mês do ano; pessoa enfeitada de flores (daí a expressão: - «florido como um Maio»); aquilo que aparece em Maio - castanhas ou maias e cerejas maias (Séguier, 1976). Referem, ainda, como Maia, o costume popular de cantar epitalâmios para um par de crianças deitadas num berço ornamentado de flores. Maia também pode ser uma mulher com excesso de bordados e jóias, indicando mau gosto (Houaiss, 2003). E a giesta em flor (amarela) é apelidada  de «Maia» (Machado, 1981).

Maio, segundo uns, por ser o mês dedicado à Bona Dea ou Maia (Delgado,1955), mãe de Mercúrio, iniciando-se as festividades no primeiro de Maio ou, segundo outros, virá de Maius, quer dizer deus ou maior, o mesmo que Júpiter.

Ainda, segundo Delgado (1955) «a festa tinha variantes, mas em geral constava da coroação com flores de uma rapariga de 10 ou doze anos, a Maia, que se enfeitava com um vestido branco, jóias, fitas e flores, sendo colocada num trono florido, e em frente da casa, onde ela ficava, dançava-se durante todo o dia. Em certas terras, cada rua tinha a sua maia, qual delas mais vistosamente vestida e aperaltada».

"Rainha de Maio", Ana Rebeca, freguesia de S. João Baptista, Beja, 1981. Foto de Cristina Lança.

 

"Rainha de Maio", Ana Rebeca, freguesia de S. João Baptista, Beja, 1981 (foto de Cristina Lança)

 

Alguns investigadores fazem recuar a origem dos Maios ao Paleolítico ou ao Neolítico quando apareceu a agricultura. Seja como for, é claro que esta tradição nasceu da necessidade de invocar a protecção dos deuses, através de um ritual, para os produtos semeados e outros bens que se possuíam, bem como para conseguirem protecção deles próprios.

Portanto, é um rito agrário à divindade destinado a favorecer a fecundidade e a fertilidade da terra e propiciar boas colheitas. Por isso se festeja na Primavera, no firme despertar do longo e letárgico sono invernal da Natureza vegetativa. Isto é, no início de um ciclo de criação e maturação da Natureza.

O início ou o fim de qualquer ciclo ou período de tempo ou actividade é pretexto e origina manifestações festivas e atitudes marcantes.

Assim, as Maias representam uma tradição milenar e que, também, entroncam nas Florálias * dos romanos, em honra de Flora, a deusa das flores e da Primavera. A origem perde-se na bruma dos tempos remotos da Humanidade, sendo aceite que a sua chapa matricial se assaca, em grande parte, aos romanos.

As Florálias terminavam a três de Maio (Delgado 1955). Eram festas licenciosas da civilização clássica e referidas, com indignação, pelos moralistas romanos, Séneca e Juvenal.

 

in Maias entre mitos e crenças

de Jorge Lage