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Escola Profissional Agrícola de Carvalhais, em Mirandela

A Escola Profissional Agrícola de Carvalhais - Mirandela, um bem maior!

É a Escola Profissional Agrícola (EPA) com grande centralidade e a única em Trás-os-Montes. Fiquei incomodado por me dizerem que de um grupo de cruzeiros turísticos do Douro lhe quis «deitar a mão», talvez com o pressuposto que lhe cairia no colo ao preço da uva mijona. Só assim se compreende que poderá ter havido todo um processo de bastidores que envergonha. Há tanta terra desvalorizada onde investir!... Mas, valeu a firmeza de carácter do ex-Ministro da Educação, Nuno Crato, e a posição firme do ex-Presidente do Município, António Branco. Sem eles e a posição corajosa e constante do actual Director, Taveira Pereira, o mais provável era já não termos esta importante estrutura educativa Mirandelense, ficando mais pobre o concelho e a região. Quando Taveira Pereira assumiu a direcção, a EPA estava com ar de abandono. Daí para cá ganhou novo fôlego e já pensa na valência de Turismo Rural, para além da queijaria e da produção de cabrito e anho, tendo por trás o rebanho de ovelhas e o fato de cabra serrana trasmontana. Estas são as melhores «bombeiras» da quinta, «limpando o mato» e afastando os incêndios. A EPA foi legitimada com o Decreto-Lei 26/89 de 21 de Janeiro e a sua génese assenta na Escola de Práticos Agrícolas criada pelo Decreto-Lei 42737 de 18 Dezembro de 1959, assumindo-se como um factor de desenvolvimento e de promoção de milhares de jovens da nossa região e dos PALOPs (Timor, Cabo Verde e Moçambique). Forma técnicos Tratadores de Animais, Agro-pecuária, Turismo Ambiental e Rural, Mecânica e Construção, Gestão Equina, Controlo da Qualidade Alimentar, Viticultura e Enologia e Maquinização Agrícola. Gostaria de ver ali funcionar a valência ligada aos enchidos, já que Mirandela é «Terra da Alheira» e premiada nas «7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal». Que a nova gestão autárquica prossiga o seu apoio e afaste sempre as águas turvas ou surras.

Cheiro a rolha

Vinho e o cheiro a rolha 

Quando, no restaurante, nos dão o vinho a provar, não se trata apenas de uma mera formalidade ou ritual. Não pondo em causa a qualidade dos vinhos de mesa, pode acontecer em uma ou outra garrafa, o vinho estar impróprio para consumo. Uma das principais causas que poderá adulterar o vinho é a má qualidade da cortiça que deu origem a determinada rolha. O "cheiro a rolha", expressão utilizada para justificar, muitas vezes, um vinho deteriorado aquando da abertura da garrafa, resulta de uma contaminação que pode ocorrer durante o fabrico da rolha. Esta contaminação pode acontecer mesmo nas rolhas resultantes de cortiça de óptima qualidade, sendo essa possibilidade, neste caso, muito reduzida.

Quando se abre uma garrafa de vinho e a rolha se desfaz, não significa que esse vinho tenha o tal "cheiro a rolha" ou esteja inevitavelmente estragado. Nesse caso deve decantar-se o vinho, processo pelo qual se separam as impurezas do líquido, utilizando um funil próprio ou um simples pano.

Terras de Mondim de Basto

O concelho de Mondim de Basto estende-se por uma área de 174 Km ², englobando 8 Freguesias: Atei, Bilhó, Campanhó, Ermelo, Mondim, Paradança, Pardelhas e Vilar de Ferreiros.

Actualmente a população do Concelho ronda os 11 000 habitantes, localizando-se cerca de metade, na Freguesia sede de Mondim de Basto.

O concelho assenta no maciço montanhoso entre as serras do Alvão e do Marão e é banhado pelos Rios Tâmega, Olo e Cabril.

A Vila de Mondim repousa numa chã fértil na margem esquerda do Rio Tâmega e no sopé do Monte Farinha.

 

in Ficha Técnica - Edição da Câmara Municipal de Mondim de Basto

 

Coordenação: Alfredo Pinto Coelho

Selecção de textos: Luís Jales de Oliveira, Alfredo Pinto Coelho

Fotografia: Manuel Matos, Nélson Palmeira, Carlos Costa

Chouriças Doces e Sangueiras

Depois da ceba morta, são as chouriças doces as primeiras a serem feitas e aproveita-se o sangue da ceba, a que se junta o trigo partido às fatias finas, o mel e a canela. Estas são as chouriças doces ou chouriças de sangue, pelas quais eu suspirava em criança e ainda hoje me consolam a alma.

Logo que o reco é desfeito, isto é, depois das carnes bem escorridas, seguem as alheiras da abundância e da poupança. Com pouca despesa faz-se um prato divinal e com calorias para mourejar um dia de trabalho.

Na corda de Lomba e prosseguindo em Terras de Monforte de Rio Livre, as chouriças doces dão o lugar às sangueiras ou chouriças de sangue ou verdes. Entre as chouriças doces e as sangueiras, a ausência de mel ou açúcar é o elemento que mais as diversifica.

Em Mirandela nunca ouvi chamar-lhe morcelas. Morcelas de arroz comi-as no tempo de estudante em Leiria e pareciam-me esquisitas, porque na minha alma mais recôndita as chouriças doces tinham um lugar insubstituível, selado pelo traço que me ligou sempre à minha mãe. Como colocava a caldeira de cobre em cima da esteira ou da rodilha, junto ao brasaredo da lareira, como os trigos enormes se iam transformando em alongadas fatias, depois a calda do mel (e canela) vindo da serra da Padrela transformava nas sopas doces e que eu comia como um manjar dos deuses. Pelo menos de um deus de amor.

As sopas eram sempre retiradas da caldeira para uma malga de gemalte. O pior momento era quando as sopas doces da caldeira eram regadas com calda do sangue. Acabava-se, por algum tempo, o que era bom. Mas quando secavam e se comia uma, nem que fosse um reizinho, a acompanhar uns espigos cozidos com batatas, deixavam-me consolado. Este pequeno texto nasceu para dizer que devemos chamar às coisas pelo seu nome. Em Leiria ou no Centro do país nunca me atreveria a chamar às morcelas sangueiras ou chouriças de sangue, porque ali o nome é outro. Já viram o que era confundirmos os famosos pastéis de Chaves com os divinais pastéis de Belém? Mas, não há chouriças doces como as que se fazem de um modo tradicional em Mirandela.

Portugal

Dia de Portugal

Vens de longe e tens no peito o teu passado,
Cheio de lutas, missões, feitos e glória.
De quantos com bravura fizeram a tua História,
E agora repousam no teu chão sagrado.

Homens e mulheres, marinheiros e poetas,
Que zarparam de um rio para vencer o mar.
Em frágeis barcaças que o vento fez voar,
Num mundo desconhecido, de portas abertas,

Para dizerem a outras gentes, a outras raças,
Que traziam com eles não só a cruz de Cristo,
Mas também afiadas espadas nas barcaças.

Quando aportavam a outros portos, noutros cais,
Onde semearam genes e crenças de Portugal,
E agora jazem em ti veros heróis imortais.

João de Deus Rodrigues