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ArteAzul-Atelier

 

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De 25 a 27 de Junho, uma boa dúzia de políticos profissionais, dos mais sonantes da nossa praça e até da antiga Rússia, subiram até Arcos de Valdevez para homenagearem o, impropriamente, chamado pai da democracia portuguesa: Mário Soares.

Desde a viúva de Saramago até Carvalho da Silva, passando pelo angolano Fernando Nobre e pelo patético Freitas do Amaral, competiram no tom da oratória para ver quem falava mais e melhor. Se Almeida Santos não surpreendeu ao afirmar que Soares era o cidadão mais conhecido dos Portugueses, já o tom eleitoral de Fernando Nobre, suscitou interrogações conspiratórias contra o camarada Alegre. Este tem andado em campanha desde que a anterior acabou e nem se pode queixar. Tem a máquina oleada, os comissários escolhidos, todo o aparelho da esquerda em sintonia para que a vitória à 1ª volta sejam «favas contadas». Nobre pedala, mas em vão…

Eu, pobre escriba que profissionalmente cheguei a conviver com muita dessa gente, rio-me com vontade de chorar. Se eu tivesse uma fundação, com instalações públicas, com secretária, motorista, guarda-costas e dinheiro suficiente do orçamento geral do Estado, para editar tudo aquilo que conheci, que ainda conheço, que me apetece registar e que vai morrer comigo porque me faltam esses meios, teria oportunidade de demonstrar a «outra face» da moeda desses heróis de cera.

Mesmo assim talvez um dia volte a este tema. Porque vivemos num país do avesso.

Temos sido administrados por artolas que nunca fizeram nada na vida, a não ser falar alto, para chegarem à capoeira. São palradores profissionais. Fazem leis à medida do fato que vestem. Olham para o umbigo deles e dos seus, esquecendo-se daqueles que lhe serviram de apoio e que logo esquecem, mal chegam ao trono de onde falam como papagaios.

Sirvam-nos de exemplo os Combatentes. E ponham-se os olhos no que disse António Barreto, no dia 10 de Junho passado. Faço minhas as palavras dele:

“(…) Em Goa, em Angola, em Moçambique, na Guiné, no Kosovo, em Timor e no Iraque, todos fizeram o seu esforço e ofereceram o seu sacrifício, seguindo determinações superiores. As decisões foram como deve ser, as do Estado Português e do poder político do dia. Mas há sempre algo que ultrapassa esse poder. O sacrifício da vida implica algo mais que essa circunstância: é, para além das vicissitudes históricas e dos ciclos de vida política, a permanência do Estado."

“Os soldados cumprem as suas missões por diversos motivos. Por dever. Por convicção. Por obrigação inescapável. Por desempenho profissional. Por sentido patriótico, político e moral. É sempre em nome da comunidade que o soldado combate. Foram simplesmente militares portugueses que tudo deram e tudo arriscaram. É esse o reconhecimento devido."

“Um antigo combatente não pode ser tratado de colonialista, fascista, democrata ou revolucionário de acordo com conveniências ou interesses menores. A sua origem, a sua classe social, a sua etnia, as suas crenças ou a fórmula do vínculo às Forças Armadas, são, a este propósito, indiferentes, eles foram simplesmente, soldados portugueses”. Mas que tem feito por eles o poder político que governa desde 1974? Zero, zero, zero!

Outro exemplo que diz bem da falta de pudor, de decência e da desproporcionalidade da justiça.

Comparo a ostentação nacional que rodeou a morte de Saramago com o mutismo que se devotou a outros talentos como Couto Viana, falecido na mesma altura, confirma-se que vivemos num país de parolos, de intelectuais de meia tigela, de míopes de corpo e alma que emitam burros domésticos aos quais se colam palas laterais para só olharem em frente. Até no Parlamento os partidos de centro e de direita que sempre contestaram quem «tinha vergonha de ser português», imitaram as carpideiras profissionais, em mensagens hipócritas, vazias de sentido. Só para evitarem os ataques da esquerda radical que, ao contrário, votou contra o voto de pesar por Couto Viana.

Toda a gente sabe que o Prémio Nobel que foi atribuído a Saramago, por influência directa do Ministro Carrilho, de Prado Coelho e dos milhares de contos investidos, se destinava a Miguel Torga. Só que Torga, entretanto morreu. E o PCP sempre foi coerente com o profissionalismo que coloca em tudo o que faz. O PCP apostou na hora certa, no militante asado e com os meios de influência ideais. A direita tem aquilo que merece.

Carta ao Senhor Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa

Bracarense, Diogo Dalot, sub-17 decisivo na meia-final e na vitória

Senhor Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, o bracarense, Diogo Dalot, das camadas jovens do Futebol Clube do Porto, foi decisivo na meia-final e na vitória de Campeões Europeus dos sub-17 de Portugal.

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Ministra Cristas

Entrevista à senhora ministra Cristas

A ministra é um ser humano de extrema simpatia e delicadeza. Aceitou preencher um espaço televisivo, contribuindo, evidentemente, sem intenção, para a manutenção da audiência do canal, em hora de designação nobre. 

O jornalista, como empregado, preenchendo as suas necessidades naturais e do seu dia a dia que tem vindo a evoluir nas ideias e convicções, com direitos, naturalmente, deveria transmitir maior serenidade nas questões, ao contrário de se desdobrar em atitudes de débil cortesia, atropelando-se e atropelando constantemente respostas da ministra Cristas que merecia melhor recetividade por parte de quem a convidou.

O facto de poder respirar-se para cima de um microfone não pode transformar esta profissão, levada por alguns, numa cultura de engravatados arrogantes, descompostos e de nariz empinado. 

Só porque se possui a orientação de um programa informativo onde uma boa parte dos políticos que por ali passam se vergam em ares submissos perante o jornalista de falas mansas, impercetíveis em fins de frase, não pode cuspir-se agressividade, como ontem à noite, sobre a senhora ministra Cristas, cortando-se-lhe constantemente a palavra.

Alguma educação e respeito deveriam ser repostos na profissão e perguntas de retórica populista serem mais cuidadas, promovendo uma cultura de verdade. O contrário é um contributo ideal para a estupidificação, ao serviço do próprio umbigo.

A ministra é um ser humano de extrema simpatia e delicadeza. Aceitou preencher um espaço televisivo, contribuindo, evidentemente, sem intenção, para a manutenção da audiência do canal, em hora de designação nobre. 

O jornalista, como empregado, preenchendo as suas necessidades naturais e do seu dia a dia que tem vindo a evoluir nas ideias e convicções, com direitos, naturalmente, deveria transmitir maior serenidade nas questões, ao contrário de se desdobrar em atitudes de débil cortesia, atropelando-se e atropelando constantemente respostas da ministra Cristas que merecia melhor recetividade por parte de quem a convidou.

O facto de poder respirar-se para cima de um microfone não pode transformar esta profissão, levada por alguns, numa cultura de engravatados arrogantes, descompostos e de nariz empinado. 

Só porque se possui a orientação de um programa informativo onde uma boa parte dos políticos que por ali passam se vergam em ares submissos perante o jornalista de falas mansas, impercetíveis em fins de frase, não pode cuspir-se agressividade, como ontem à noite, sobre a senhora ministra Cristas, cortando-se-lhe constantemente a palavra.

Alguma educação e respeito deveriam ser repostos na profissão e perguntas de retórica populista serem mais cuidadas, promovendo uma cultura de verdade. O contrário é um contributo ideal para a estupidificação, ao serviço do próprio umbigo.

Miradouro de Sabrosa

Quem se dirige de Sabrosa, vila sede de concelho do distrito de Vila Real, para Souto Maior e S. Lourenço, aldeias a quatro e oito quilómetros daquela localidade respetivamente, encontra logo à saída o Miradouro de Sabrosa. Este, empoleirado cá nas alturas do rio Pinhão, encosta íngreme que serve de suporte ao Vale da Porca; sim, por ali muita porca brava afocinha por essas culturas abaixo, trespassando a ponte da Ribeira até mais lá cima, a Cheires - Cheires de Baixo - como se vai dizendo pelas redondezas em tom de brincadeira, aldeia do concelho de Alijó avistada deste ponto alto do Douro Região, mesmo por baixo da vila de Sanfins disposta em anfiteatro, Nossa Senhora da Piedade ao alto cruzada na linha do horizonte.

A paisagem é admirável focada do miradouro de Sabrosa que, em vista panorâmica atinge, desde Vilar de Maçada e Cabeda, à esquerda, passando pelas localidades referidas acima, o vislumbre de Favaios até aos cumes do vale do Pinhão.

Paisagem de encanto...!

Lua Nova setembrina

para sete lados se inclina

Lua Nova setembrina, para sete lados se inclina.

A Senhora da Serra tira a merenda e dá a vela.

Bô cão de caça até à morte dá ao rabo.