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ArteAzul-Atelier

 

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Mirandela

Ciclovia da cidade para o Parque de Campismo da Maravilha

Foi uma estrutura ecológica criticada por muitos que não têm consciência de que só podemos viver num planeta sustentável ou com uma pegada ecológica mais reduzida.

Porque trabalho há mais de vinte anos, voluntariamente, com as Escolas do Distrito de Braga, para um futuro mais verde, apoiei, desde o início, a ciclovia de Mirandela ao Parque de Campismo da Maravilha.

Com a construção da A4 tornou-se possível completar a ciclovia no Alto da Maravilha. É apenas um pequeno esforço que, para bem da imagem de Mirandela seja finalizada antes da época alta de campismo.

Estando a ser calcetada a estrada municipal de Vale de Salgueiro a Mira(n)deses, era fácil ter acordada a inclusão desse pequeno troço de ciclovia nas despesas, como era fácil completar o troço de 300 metros na saída de Chelas para norte. Sempre que visito os meus familiares gasto 15 euros a lavar o carro. Até parece que é um castigo para quem é cumpridor.

Portugal

Dia de Portugal

Vens de longe e tens no peito o teu passado,
Cheio de lutas, missões, feitos e glória.
De quantos com bravura fizeram a tua História,
E agora repousam no teu chão sagrado.

Homens e mulheres, marinheiros e poetas,
Que zarparam de um rio para vencer o mar.
Em frágeis barcaças que o vento fez voar,
Num mundo desconhecido, de portas abertas,

Para dizerem a outras gentes, a outras raças,
Que traziam com eles não só a cruz de Cristo,
Mas também afiadas espadas nas barcaças.

Quando aportavam a outros portos, noutros cais,
Onde semearam genes e crenças de Portugal,
E agora jazem em ti veros heróis imortais.

João de Deus Rodrigues

Chicharrinhos

Caldo de Chicharrinhos

Ingredientes:

 

300 g de chicharrinho;

1 tomate;

1 cebola;

1 banha (ou azeite);

Salsa, alho, louro, cominhos, malagueta, sal e vinagre (ou limão).

 

Preparação:

 

Põe-se um tomate a refogar com a gordura, com uma cebolinha, um dentinho de alho, uma folhinha de louro e um bocadinho, bastante, de salsa e deixa-se ferver um bocadinho com estes temperos. Quem tem cominho deve deitar um bocadinho (uma pitada) desse temperinho para dar aquele gostinho. Junta-se a água e deixa-se ferver. Depois junta-se o  chicharrinho sem a tripa. É quase só levantar fervura, a bem dizer, porque coze num instante.

Depois faz-se um molhinho cru. Pisa-se bem a salsa, o alho, sal e uma malagueta e vinagre (ou limão). Depois junta-se um pinguinho do caldo que cozeu o peixe, que é mais saboroso. Se estiver muito avinagrado junta-se mais um bocadinho de caldo.

Depois retira-se o chicharrinho do caldo e põe-se este molho por cima.

E bebe-se aquele caldinho que faz muito bem à gente. Bota-se um pinguinho de vinho e então é que faz muito bem.

 

(Receita, por nós adaptada, recolhida pela etnóloga Teresa Perdigão (Caldas da Rainha) e cedida por Silvina da Conceição (1908 a 2004), de S. Mateus – Madalena – ilha do Pico - Açores.

 

Nota 1: Na ilha do Pico não havia azeite, por conseguinte, a gordura utilizada era a banha, hoje substituída pelo azeite, embora em muitas casas onde se faz a matança, ainda se use a banha.

Nota 2: Normalmente junta-se água ao molho cru, mas, neste caso, deve-se substituir pelo caldo de cozer o chicharro. 

Nota 3: Há quem faça sopas. Pega-se num bocadinho de pão velho migado ou fatiado, com um bocadinho de canela, uma folhinha de hortelã e deita-se numa malga. Deixe amolecer e ponha-lhe um niquinho de azeite. É só comer. 

Nota 4: É uma variante de caldo de peixe mais rico (este mais pobre), com mais variedade de peixe. O chicharrinho do Pico, é o carapau pequeno a que no continente chamamos «jaquinzinhos».

Sebastião Augusto Ribeiro

"Sebastião Augusto Ribeiro - Pela Escola Técnica e por Vila Real" de Ribeiro Aires

Fizemos já referência, em junho de 2011, ao livro "Sebastião Augusto Ribeiro - Pela Escola Técnica e por Vila Real" da autoria de Ribeiro Aires, editado pela Escola Secundária de S. Pedro - Vila Real. A publicação deste livro acontece na sequência das comemorações do 50º aniversário da inauguração do edifício da então Escola Industrial e Comercial de Vila Real, também conhecida por Escola Técnica, à qual o Dr. Sebastião Augusto Ribeiro dedicou cinquenta e seis anos como professor dos quais quarenta e quatro como diretor.

"Nascido na «vila», oriundo de uma família com estatuto social de certa relevância, Sebastião Ribeiro conhecia a cidade e esta tinha-o já como uma das suas figuras, pelos papéis políticos e sociais que vinha desempenhando. Quando, pela primeira vez, assumiu,  ainda que provisoriamente, a direcção da Escola, Sebastião Ribeiro tinha já no seu currículo uma actividade cívica e profissional construída, conhecida e apreciada. Aos 36 anos de idade, sabia do que a cidade precisava e sabia o que queria fazer do estabelecimento de ensino de que era o «cérebro»".

Foi pois em 1927 que começou o futuro desta Escola. Desde logo, porque ele interpretou o melhor significado de Escola. Não a limitou a umas meras instalações, aliás, provisórias, precárias, apertadas, sem condições dignas para o exercício educativo. Percebeu, como ninguém, que uma escola não era só constituída pelos alunos, os professores e os funcionários, a melhor parte da sua alma. Entendeu que da comunidade educativa fazia parte o território que nela se projectava e pelo qual existia. Daí que a sua acção não se remeteria a analisar e a fazer cumprir decretos-lei, portarias ou circulares. Ele não teria um mero papel burocrático. E não teve. O concelho e a, agora, cidade que o aguardassem, porque ele nunca ficaria ali de braços cruzados."

Texto e foto retirados da contracapa do livro de Ribeiro Aires "Sebastião Augusto Ribeiro - Pela Escola Técnica e por Vila Real".

Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

Nova sede em Lisboa

Fui já duas vezes à Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em Lisboa apresentar livros e vim de lá muito satisfeito. Soube que esta grande Casa Regional Trasmontana tem um enorme desafio pela frente. Foi-lhe oferecido, pelo município de Lisboa, um edifício nobre, situado entre o Corpo Santo e o Cais de Sodré, mas a precisar de grandes obras. Nas recentes eleições para os corpos sociais houve duas listas a votos, que não se fundiram, o que foi uma pena. Foi uma pena porque a tarefa ciclópica de remodelar a nova sede exige empenho de todos os trasmontanos e amigos. Saúdo o facto de haver muita gente de Mirandela nesta nova direcção. Em tempo de crise, saber que alguém quer fazer uma obra social não vai faltar quem se insinue junto da actual direcção para projectos e para as obras. Fosse a obra na região do Porto e o ilustre mirandelense, Artur Ferreira, formado no traço e risco académico coimbrão, diria presente. Quem encomende projectos, gastando o que não tem ou lhe vai fazer falta para o miolo da obra, é o caminho mais fácil e comprometedor da viabilidade do restauro.

Mas, conseguir do próprio município lisbonense que um, das centenas de arquitectos que este tem a expensas dos munícipes, elabore gratuitamente o projecto de restauro, já não são todos capazes de tal proeza. Depois, a vulgaridade dos arquitectos é generosa com a bolsa dos outros. É preciso saber implicar as pessoas certas, capazes de conseguir esta colaboração do município. Se todos remarem dentro do mesmo barco, embora seja uma tarefa muito difícil, não será impossível. É preciso muita humildade e espírito de sacrifício para se levar o barco a bom porto. Alerto, desde já, que a actual sede só deve ser negociada quando as obras para se instalar a Casa na nova estejam concluídas ou quase. Caso contrário ainda perdem pau e bola. Se tivesse responsabilidades na obra da nova sede, fá-las-ia de forma faseada, recorrendo a um bom subempreiteiro e a fundos comunitários e/ou sociais. Não vai ser fácil, mas não será impossível se houver talento e «mão-de-ferro» orçamental.