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ArteAzul-Atelier

 

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em doses de mau gosto

A reunião do governo da última quinta-feira, dia 6, acabou com a paciência dos mais resistentes cidadãos, mesmo daqueles que o elegeram. Como estamos perto do Carnaval usamos, agora e aqui, uma metáfora que comentamos em quatro tempos.

1 Querendo arrecadar maior receita no IVA, vai gastar mais dez milhões, por ano, em prémios. E não prémios vulgares. Um automóvel de luxo, do valor de 90 mil euros está prometido pelo Secretário de Estado do Fisco. Não seria preferível um carro familiar, distribuindo 6 ou 7, em vez se um só? Tem que ser um que impressione! Mas será que aquilo que é obrigação cívica deve premiar-se? Na tarde desse conselho de ministros a SIC promoveu uma sondagem durante o programa «Opinião pública». Pelo resultado se adivinha a irritação popular: 78% votou contra o concurso. Só 22% votou a favor. Tal medida, mais uma vez, vem beneficiar os citadinos que têm acesso às novas tecnologias, conhecem todos os truques e todas as matreirices para furarem os esquemas. Como podem os rurais, carentes de tudo, alguns sem  televisão, sem Internet, sem  os mais elementares conhecimentos tecnológicos?

2 Outra decisão desagregadora, punitiva e arrogante, relaciona-se com a extinção de 20 tribunais e mais 27 reduzidos a secções de proximidade. A ministra veio logo alegar que o PS se preparava para extinguir 49. E por isso ela canta vitória pela opressão contra o interior do país, marimbando-se  para velhos, indigentes e submissos. Ou seja: o mais ostracizado distrito do país profundo que é Vila Real, viu quatro tribunais fechados: Boticas, Murça, Sabrosa e Mesão Frio. Viseu perde 3: Armamar, Resende e Tabuaço. Guarda e Santarém perdem dois cada.

Como Bragança tem mais força política do que Vila Real viu trocado o fecho pela redução a secções de proximidade em: Carrazeda de Ansiães, Alfândega da Fé, Miranda do Douro, Vimioso e Vinhais.

Até agora o país tinha 311 tribunais, passando a ter 218 secções de instância central e 290 em secções de instância local. Aqueles, julgam  processos complexos e graves, com crimes superiores a 50 mil euros no cível e com penas superiores a 5 anos no criminal. Três primeiros ministros Transmontanos: Durão Barroso, José Sócrates e Passos Coelho: nunca tantos fizeram pior pelo distrito de Vila Real. E eles têm obrigação de saber que as distâncias, os nevões, os gelos, a falta de quase tudo é, aí, o maior drama. Vão todos passear macacos...

3 Novos doutores de aviário. Talvez para esquecer licenciaturas ao domingo, ou com 3 cadeiras em créditos de equivalência duvidosa, o actual governo criou, nessa reunião de 6 do corrente, cursos de formação tecnológica com dois anos de duração. Ainda mais curtos do que aqueles que foram introduzidos no âmbito do processo de Bolonha». Leu-se na nota fornecida à imprensa: «depois dos cursos de especialização tecnológica, fomentados a partir de 2006, o governo deliberou preparar a criação de outras ofertas no ensino superior destinadas aos alunos do ensino profissional a leccionar nos Institutos Politécnicos. À sombra desses vieram os tais das «novas oportunidades». Bastava um porta-fólio para um qualquer indiferenciado, obter um canudo equivalente ao antigo 5º ou 9º anos dos liceus que, anos depois, foram denominados 9º e 12º anos. Nos 13 anos que levamos do século XXI, Portugal passou a ter mais «stôres» que todos aqueles que eram, efectivamente, licenciados, mestres ou doutores. João Queiró, Secretário de Estado do Ensino Superior tirou o «coelho da cartola» para enfatizar: «o segundo desses dois anos será de muita exigência, devendo os alunos obter 120 créditos em vez dos 180 que são o patamar mínimo nas licenciaturas». Com a anarquia que paira no ensino público, quais são os professores que vão exigir mais de alunos do ensino superior, para que compensem, em dois anos, o que  outros aprenderam em cinco, até ao processo de Bolonha, ou em três, como são os licenciados pós-Bolonha?

4 Os 85 quadros de Miró entretiveram os políticos e alimenataram os mass media, duas semanas. Se essas obras de arte são propriedade do banco falido e se os credores têm direito àquilo que o banco lhes nacionalizou, só resta um caminho: devolver a mercadoria aos credores. A oposição, furibunda, tentou, em bloco, mostrar que é o super sumo a defender a cultura. Como se a cultura fosse exclusiva da esquerda. A própria ex-ministra, Gabriela Canavilhas, que legou um vazio arrepiante, apareceu nas televisões a culpar o actual secretário de Estado, de erros que ela tinha cometido. A última edição do Expresso deixou-a de boca aberta. A inventariação dos bens culturais é o abc da cultura. Ela esteve lá 3 anos e não o fez. O seu partido nacionalizou o banco. Os erros estamos todos a pagá-los. Este é mais um exemplo de como o PS, o PSD e o CDS,  têm cada vez mais motivos para se entenderem. Porque todos se rodearam de  governantes desonestos, incompetentes e causadores da nossa desgraça colectiva. Alguns estão - e bem - a contas com a justiça. Outros passeiam-se por aí, gozando com o mal que fizeram. O país exige bom senso de todos, como do pão para a boca.

Alto Douro Vinhateiro

Vale do Douro - Pinhão

O Alto Douro Vinhateiro, o Douro como é conhecido, foi classificado pela UNESCO, em 2001, como Património da Humanidade.

Todas as palavras serão poucas e mesmo muitas dificilmente descreverão com precisão a beleza e grandiosidade desta região. Para a entender, é necessário entrar nela, observá-la na sua História, conhecer as dificuldades do homem que moldou estas encostas e encantar-se com a sua paisagem. É evidente que vir ao Douro e não beber do seu vinho,...

Assim, conforme as suas inspirações e diferentes visões, vários são os artistas que o representam e os poetas que o cantam.

 

Quatro exemplos:

 

António Cabral: 

Douro, meu belo país do vinho e do suor,
bárbaro canto arrancado à penedia
por um destino que nos faz andar
da alma para os olhos, dos olhos para a alma!

 

Guerra Junqueiro: 

Terra ingrata,
Onde a urze a custo desabrocha,
Comendo o pó, bebendo o sol,
Mordendo a rocha.

 

Miguel Torga: 

Doiro, rio e região, são talvez a realidade mais séria de Portugal.

 

João de Araújo Correia: 

Tem montes que não deixam de crescer,
Videiras que ninguém pode contar,
Oliveiras que vivem a rezar
E um rio que não pára de correr.

Obter uma Plataforma Joomla

Forma fácil de obter uma plataforma Joomla

A forma mais fácil de obter uma plataforma Joomla é subscrever um serviço de alojamento web num servidor que, de um modo prático, com meia dúzia de cliques, a disponibiliza automaticamente e ao mesmo tempo configurando uma base de dados que lhe servirá de suporte. Assim, uma pesquisa na internet é importante para escolher um desses servidores. Expressões em língua inglesa como por exemplo "top host", "top web host", "web hosting" ou em língua portuguesa - "alojamento web" -, devem ser utilizadas no motor de pesquisa Google a fim de serem encontradas listas de servidores pagos, evidentemente, mas a preços acessíveis, capazes de fornecerem incluída no pacote de alojamento para websites a tecnologia que fornece a plataforma Joomla. Considere-se então um ou dois sites que mostrem os top's de alojamento web (Web Hosting) a nível global e comece-se a investigar a caracterização dos serviços de cada empresa. Facilmente se chegará à conclusão que os serviços prestados por cada uma dessas empresas de alojamento web são sensivelmente iguais, tornando-se difícil a escolha. No entanto, há que optar e, de certo modo, arriscar no servidor web que vamos utilizar e ao qual pagaremos uma anuidade que poderá oscilar entre os 75 e 100 euros, dependendo das funcionalidades a subscrever.

Interessa, para o efeito, encontrar dentro das características de cada serviço algumas funcionalidades descritas pelas expressões MySQL Databases -, PHP 5 -, Script Installs -, Instant Shopping Carts, Blogs, Portals, -, mas especificamente algo relacionado com a expressão - Joomla Hosting -, equivalente a alojamento Joomla ou alojamento web que suporta a plataforma Joomla.

Mogadouro

Vila de origem muito antiga, existindo já com certo relevo nos primeiros tempos da Monarquia.

Locais a visitar: Panorâmica da Serra da Castanheira, Miradouro do Santuário de S. Cristóvão, Barragem de Bemposta. Casa de Trindade Coelho.

Monumentos: Castelo de Mogadouro, Castelo de Penas Roias, Castro Vicente, Igreja Matriz de Mogadouro, Algosinho e Azinhoso, Igreja do Convento de S. Francisco (séc. XV), Capela de Nossa Senhora da Vila Velha e Solar dos Morais Pimentéis em Castelo Branco. Monóptero (Santuário em Honra de S. Gonçalo, construído pelos Távoras na Quinta Nova). Solares e Pelourinhos.

Gastronomia: Posta (vitela assada na brasa), Folar da Páscoa, Presunto e Enchidos. Queijo de Ovelha, Mel e Casula.

Romarias: Feira dos Gorazes (15-16 de Outubro), Festa de Nossa Senhora do Caminho (Agosto - Mogadouro), Festa do Chocalheiro (dia de Natal - Bemposta), Romaria de Nossa Senhora da Ascenção (último Domingo de Maio - Castanheira), Festa de Santo Amaro (3º Domingo de Junho - Sanhoane), Festa do Farândulo e Cécia (1º de Janeiro - Tó).

Artesanato: Artefactos de linho, lã, seda, couros, cutelaria e belas colchas em renda.

Dados recolhidos do folheto informativo "Nordeste Transmontano" da Região de Turismo do Nordeste Transmontano

Jorge Golias

Jorge Golias na história do 25 de abril

Foi com grande prazer e orgulho que há anos sugeri a vinda a Mirandela, do Tenente-Coronel Eng. Jorge Golias, para uma comunicação sobre o 25 de Abril. Achava que esta figura incontornável do Movimento das Forças Armadas e dos Capitães de Abril não podia ser esquecida na sua terra. Bastou-me ter uma conversa ou outra para me aperceber da sua imensa cultura. Posso dizer com certeza, que este ilustre Capitão de Abril, é dos mirandelenses mais cultos. Nos tempos leves que correm é, também, no seu modo de ser e estar, dos mais simples. Sobre os 40 anos do 25 de Abril, está a publicar, no Notícias de Mirandela artigos, sob o título «25 de Abril – 40 anos depois» e que fazem História, já que Jorge Golias é autor e, também, foi actor, pelo que aconselho atenta leitura.

Pelos 40 anos do 25 de Abril foram, publicados 8 volumes, distribuídos pelo jornal «Correio da Manhã», da colecção «Os Anos de Abril», com importante galeria de autores e actores, incluindo o nosso ilustre mirandelense, com textos seus no volume 8 sobre a ex-Guiné Portuguesa. Todos os que escrevem citam Jorge Golias pelo papel na génese do MFA e a sua actuação na Guiné no período de transição de poderes. Com nome na História, foi sempre chamado a participar nas datas redondas dos 10, 20, 30 e agora 40 anos. A sua modéstia e estatura moral e cívica, levaram-no a abdicar dos direitos de autor e oferecê-los à Associação 25 de Abril. Mais ninguém teve este gesto. Parabéns, Jorge!