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ArteAzul-Atelier

 

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A opinião dos contribuidores NetBila com espaço aberto aos leitores

Mona Lisa – La Gioconda

“Degustada” pelos olhares dos seus visitantes em observações entrecruzadas, Dona Mona Lisa – La Gioconda –, nos anos desgastada e hoje em dia dócil aos smartphones e seus flashs enérgicos, a esposa de Giocondo ali se expõe no Museu do Louvre, em Paris, desprovida de formas e saliências modernas, imparcial de atitude. Certamente influenciada pela fortaleza ilimitada de conhecimento do seu génio – Leonardo da Vinci –, misteriosa, esboça simpáticos sorrisos a todos quantos se encontram naquela sala, atentos às vontades de maior proximidade e sobretudo em melhoria de enquadramentos eletrónicos, numa focagem condigna e primorosa que pretendem alcançar.

Calças rotas, a moda saloia

Quando, no final da década de sessenta, do século XX, se usaram as calças à boca-de-sino (hoje voltam à moda), o meu pai criticou-me por eu as usar. Dizia-me que a moda era redonda e voltava às calças largas. Na minha inexperiência, respondi-lhe que estava errado e que a moda não voltava atrás. Contrapôs-me que já as tinha havido no seu tempo de rapaz, ou seja nos anos vinte. Mais tarde, constatei que ele tinha razão. Razão tinha quase sempre, mesmo em assuntos da cultura e aprendi com os meus enganos a ouvi-lo mais e a seguir os seus concelhos.

Certificação biológica e orgânica, porque não feita pelos municípios?

Há muito que me convenci que a nossa agricultura e a pequena indústria da região só têm viabilidade digna quando forem certificadas. A certificação passa por um processo caro que é cobrado pelas empresas de certificação. Como em Vinhais é feita a certificação do óptimo fumeiro, por uma técnica do município, que acompanha todas as etapas da criação da raça do porco bísaro, também o nosso município (ou associação de municípios) podia desenvolver a certificação e promovê-la, gerando-se mais-valias aos pequenos produtores, como sucede com alguma criação de cabrito e cordeiro.

Museus, Espaços e Centros Culturais e Visitas

A cultura é uma forma de afirmação e promoção de uma localidade, de um município ou de uma região. A cultura gera desenvolvimento e deve ser encarada como um bom investimento, porque atrair visitantes e turistas acaba por os levar a deixarem alguns euros na localidade. Hoje, um museu ou um espaço cultural ou documental (biblioteca) devem ter os nichos de venda, como se poder tomar um café ou um chá e onde se possam adquirir «recordações» e documentos (livros) de interesse local ou regional.

As festas da cidade de Mirandela em honra da Senhora do Amparo

Longe vai o tempo que a «Festa da Senhora do Amparo», em Mirandela, estava sempre garantida. As «carreiras» do Teodoro não paravam de despejar gente na antiga vila, vinda da corda de Chaves Valpaços. Os comboios vinham a abarrotar fosse gente que apanhavam de Bragança e Macedo, fosse de Foz-Tua, Régua e Porto. Nem esperavam pela estação. Muitos saltavam no apeadeiro de S. Sebastião. As estradas, para além dos movimentos de carros e camionetas, vinham apinhadas de cavalgaduras e gente.

Mortandade de peixes no rio Tua

Hoje sabe-se que quer os animais, quer as plantas estão mais próximos do homem do que durante séculos se pensou. Para definirmos os seres vivos foi criada há cerca de 20 anos a palavra biodiversidade. Outrora havia as instituídas troviscadas em que se acandilavam os peixes com o veneno do trovisco, com o fim de o apanhar melhor. Depois veio a caça ilegal com bombas que matavam grandes e pequenos e muito contribuíram para a diminuição do peixe nos nossos rios. Faziam-se os cebadouros que atraíam os peixes do rio e depois à tardinha, no pino da canícula ou ao raiar do sol lá se ouviam as bombas.

Medina Carreira: crítico desalinhado de «antes partir que torcer»

A morte de Medina Carreira, ex-Ministro das Finanças do 1.º Governo Constitucional, de Junho de 1976 a Janeiro de 1978, foi uma grande perda para a democracia participativa e para Portugal. Foi Prof. Universitário e frontal comentador televisivo.

O gato!

O gato, quem diria!

Inquieto, um pouco assustado - só um pouco -, sossegou-se pelo cansaço da correria e, passada a passada, foi recuperando num certo ar reflexivo sem qualquer demonstração de ressentimento em relação à figura risonha de ponta a ponta e ar de boca fumegante; boneco de má vontade, poderá pensar-se, mas não, um boneco emproado qualquer, tosco e só. Sem que uma palha se mexa pela sua vontade, passa a vida assim nessa pose, dia e noite; na mão esquerda o olhar flamejante, na direita a vontade de vencer pelo montinho de areia formado ao vento.

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Capela de Guadalupe

Capela de Guadalupe

Roteiro Arqueológico e Artístico do Concelho de Vila Real

O "Roteiro Arqueológico e Artístico do Concelho de Vila Real" é da autoria de João Parente. De um modo claro, conciso, num pequeno livro com textos precisos sobre o património arqueológico e artístico do concelho de Vila Real e imagens expressivas desse património, tudo muito bem enquadrado e esquematizado com os mapas respetivos dos lugares e diversos monumentos e seus pormenores, proporciona o autor uma consulta rápida ou leitura simples e culturalmente enriquecedora.

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Na aldeia de Chelas, Mirandela

Convívio na aldeia de Chelas em 10 de Junho último

O ilustre mirandelense, Cónego Silvério Pires, pastor máximo da minha aldeia, desde Novembro, p.p., foi-me convidando para estar na inauguração das obras da Igreja, que não pude. Nos convites sentia sinceridade e amizade e devo-lhe gratidão. Como não pude estar na inauguração, continuou a fazer-me convites para eu visitar as obras de restauro.

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Vinho Regional Alentejano

Alentejo - DOC Alentejo - Vinho Regional Alentejano

Castas Principais:

Brancas – Antão Vaz, Roupeiro

Tintas – Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet e variedades internacionais

Esta enorme área, inundada de sol e cobrindo grande parte da metade sul de Portugal, tem-se tornado, nos últimos anos, numa importante fonte de grandes, maduros, frutados vinhos tintos fáceis de beber. Não é de admirar que os vinhos do Alentejo dominem muitas vezes as listas de vinhos dos restaurantes de Lisboa. O Alentejo definiu as suas primeiras sub-regiões em 1989. A entrada de Portugal na UE trouxe um muito esperado e necessário investimento em vinhas e adegas. E a tecnologia moderna – especialmente o controle de temperatura – tornou possível fazer tanto vinhos brancos bons e suaves como vinhos tintos ricos. No entanto o Alentejo também tem algumas maravilhosas vinhas velhas.

O Alentejo é vasto e variado. Apenas cinco por cento da terra é plantada com vinha. Uma das áreas mais interessantes está acima, no canto nordeste, em torno da cidade de Portalegre e na direcção da fronteira espanhola. Esta zona de serra tem um clima muito mais frio do que o resto do Alentejo e o potencial para fazer vinhos mais elegantes. O centro do Alentejo, zona ampla e ondulada que fica em torno das cidades de Évora, Borba, Estremoz e Reguengos, é mais quente, e faz vinhos com um bom equilíbrio de acidez. Ainda mais ao sul, numa zona escaldantemente quente em torno de Beja, os produtores estão a produzir alguns vinhos excelentes. Os solos também variam enormemente, de granito e xisto para calcário.

Entre cidades, pode-se conduzir por quilómetros sem ver alma viva, através de sobreiros e oliveiras, campos de lavanda de aroma doce, trigo dourado, milho, girassol, vinhas e gado pastando.

Os vinhos DOC Alentejo só podem ser feitos em determinados pequenos enclaves dentro da maior área do Vinho Regional do Alentejo. Com o propósito de regulamentar o crescimento das vinhas e a vinificação nos vários microclimas e terrenos, a DOC Alentejo está dividida em oito diferentes sub-regiões: Portalegre, Borba, Redondo, Vidigueira, Reguengos, Moura, Évora e Granja / Amareleja. Todos os vinhos DOC são rotulados DOC Alentejo e por vezes qualificado também pelo nome da sub-região.

Um número crescente de vinhos regionais é marcado como "Vinho Regional Alentejano", alguns deles feitos fora das áreas DOC, alguns dentro, mas fora das regras. Uma longa lista de uvas é permitida para a produção de Vinho Regional Alentejano, incluindo muitas variedades estrangeiras, como a Syrah, que está a ganhar muita importância.

A melhor época, mais bonita e mais agradável, para se visitar o Alentejo é Abril ou Maio quando ainda tudo é verde e aromático, antes do calor e da seca dos meses de Verão. Menos de cinco por cento da população portuguesa vive no Alentejo. Ocasionalmente pode-se avistar uma casa caiada de branco em cima de uma suave colina, ou 'monte'. (Irá encontrar a palavra 'Monte' nos rótulos do vinho - é usada aqui com o significado de quinta ou propriedade.) O Alentejo é famoso pela sua carne de vaca, pelo presunto deliciosamente húmido e saboroso e pela carne de porco dos porcos pretos que vagueiam livremente nos montados (florestas de sobreiros), e que se alimentam de bolotas.

Informação “Academia Vinhos de Portugal” Wines of Portugal