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ArteAzul-Atelier

 

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Painças de Montemuro

Festival das Painças de Montemuro

No princípio era um amigo do Sr. José Carlos que me falou dele e do seu dinamismo em prol da basta freguesia de Tendais.
Depois, foi só combinar uma ida e desbravar um Portugal mais natural, a vertente Norte da Serra de Montemuro em que Tendais se inquieta.
Na primeira ida à Festa da Castanha apercebi-me da teluridade quase virginal. Logo ali conheci o amigo do meu amigo, Vergílio Alberto Vieira, poeta amarense. O Antonino Jorge ficou meu amigo e com ele aprendi muito da cultura local. Também, com a revista «A Tendedeira», de grande qualidade gráfica, de imagens e de textos únicos.
Foi um visitar de ano após ano, sempre que o tempo o permitia.
Ali vi surgir outro evento cultural e gastronómico, medularmente muito genuíno. Genuíno até às almas puras daquela gente.
Gente que ainda vê nas vessadas e no seu «paínço graúdo» o maná para um ano longo. Por isso, o «Festival das Paínças de Tendais» surge como uma oração ao deus Bestanços que do seu ventre fecundado pela selvagem e cristalina que canta entre pedras e salgueiros e o deus Sol.
Mas o moinho acordado entre ruínas, canta e encanta a passarada irrequieta, as almas lutadoras e a vegetação verde e generosa. O carinho e as mãos da Mãe do José Carlos ajudam a retirar da sua mó frenética as melhores farinhas de paínças e de castanha que se pode comer no Condado de Montemuro e mesmo em Terras de Luso.
Esta Natureza faz maravilhas, moldando a gente que a venera e recebendo em troca o «maná das painças». Foi quase um sacrilégio a «diabólica castanha marinha» ter entrado no seu seio, em alto século XXI e pela mão abençoada do prior, que parece ainda estar em acção pastoral.
Este ano as sezões desta quadra levaram-me ao tapete e vou-me erguendo aos poucos, caminhando para 15 dias de ermitério em ninho próprio.
Fica o desejo de conviver e desfrutar da boa gastronomia de Tendais, apadrinhada pela carne arouquesa, e numa próxima vez lá estarei eu nem que seja no próximo magusto.
Para os que quiserem ter o privilégio de ir ao genuíno «Festival das Paínças de Tendais», dia 10 e 11 de Fevereiro de 2018, os itinerários mais aconselhados são fazendo a aproximação pela A24 e sair e seguir na placa que indica Cinfães. Quem esteja no Grande Porto ou Minho é só seguir as placas que nos conduzem a Cinfães e depois mais um tiro de espingarda, nave norte da Serra de Montemuro acima.


FESTIVAL DAS PAINÇAS E PAPAS DE MILHO DO MONTEMURO
Iníco: 10 de fevereiro de 2018
Fim: 11 de fevereiro de 2018
Local: Tendais - Cinfães

Distrito: Viseu

Universidade Sénior de Vila Real

Festa de Encerramento do Ano Letivo 2015/2016 da Universidade Sénior de Vila Real

Decorreu hoje, desde as 14:30 horas, 17 de junho de 2016, a Festa de Encerramento do Ano Letivo 2015/2016, nas instalações do Centro Cultural Regional de Vila Real, onde está sediada a Universidade Sénior.

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Mel do Abel

Mel do Abel, das encostas do Côa, em Pinhel

Em Março, gostei de andar pelas Encostas do Côa e Terras de Santa Bárbara, no concelho de Pinhel. Fui muito bem recebido pela Vereadora da Cultura do Município e pelo Presidente da Direcção da Associação de Jogos Tradicionais da Guarda. Fiquei alojado no Turismo Rural Encostas do Côa, na Quinta Nova (271411132, 964787619 e Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.).

Encantou-me o «Mel do Abel – Encostas do Côa» e teve a gentileza de me oferecer um frasco que ando a consumir. Este Turismo Rural enquadra-se no Vale do Côa, Património da Humanidade, onde o rio Côa, vindo da zona raiana do Sabugal, ganha nestas terras um encanto poético e cristalino. Passar uns dias por estas paragens é descobrir um mundo de gente, de aromas e de paisagem diferente e encantador. E se souber sonhar ainda ouvirá os ecos dos gritos e do desespero de Dona Inês de Castro. Até o «Mel do Abel», pela flora que condensa e me diviniza os sentidos, é distinto.

As abelhas obreiras que o produziram quiseram mesclar a flora do vale ameno com o néctar bebido nas encostas serranas e terras lhanezas. Parece que as abelhas andaram lado a lado com as ovelhas e as cabras para nos brindarem com o melhor «requeijão melífico», pois é para esse aroma agreste e selvagem que sou encaminhado. Para saber mais: www.encostasdocoa.pt.

Chicharrinhos

Caldo de Chicharrinhos

Ingredientes:

 

300 g de chicharrinho;

1 tomate;

1 cebola;

1 banha (ou azeite);

Salsa, alho, louro, cominhos, malagueta, sal e vinagre (ou limão).

 

Preparação:

 

Põe-se um tomate a refogar com a gordura, com uma cebolinha, um dentinho de alho, uma folhinha de louro e um bocadinho, bastante, de salsa e deixa-se ferver um bocadinho com estes temperos. Quem tem cominho deve deitar um bocadinho (uma pitada) desse temperinho para dar aquele gostinho. Junta-se a água e deixa-se ferver. Depois junta-se o  chicharrinho sem a tripa. É quase só levantar fervura, a bem dizer, porque coze num instante.

Depois faz-se um molhinho cru. Pisa-se bem a salsa, o alho, sal e uma malagueta e vinagre (ou limão). Depois junta-se um pinguinho do caldo que cozeu o peixe, que é mais saboroso. Se estiver muito avinagrado junta-se mais um bocadinho de caldo.

Depois retira-se o chicharrinho do caldo e põe-se este molho por cima.

E bebe-se aquele caldinho que faz muito bem à gente. Bota-se um pinguinho de vinho e então é que faz muito bem.

 

(Receita, por nós adaptada, recolhida pela etnóloga Teresa Perdigão (Caldas da Rainha) e cedida por Silvina da Conceição (1908 a 2004), de S. Mateus – Madalena – ilha do Pico - Açores.

 

Nota 1: Na ilha do Pico não havia azeite, por conseguinte, a gordura utilizada era a banha, hoje substituída pelo azeite, embora em muitas casas onde se faz a matança, ainda se use a banha.

Nota 2: Normalmente junta-se água ao molho cru, mas, neste caso, deve-se substituir pelo caldo de cozer o chicharro. 

Nota 3: Há quem faça sopas. Pega-se num bocadinho de pão velho migado ou fatiado, com um bocadinho de canela, uma folhinha de hortelã e deita-se numa malga. Deixe amolecer e ponha-lhe um niquinho de azeite. É só comer. 

Nota 4: É uma variante de caldo de peixe mais rico (este mais pobre), com mais variedade de peixe. O chicharrinho do Pico, é o carapau pequeno a que no continente chamamos «jaquinzinhos».

Vinho Regional Lisboa

Castas Principais:

Brancas – Arinto

Tintas – Bastardo, Trincadeira

A brisa fresca do mar mantém os moinhos de vento a girar nesta encantadora, região litoral montanhosa situada a oeste e a norte de Lisboa.

E também mantém as vinhas frescas, especialmente no lado do mar. A área do Vinho Regional Lisboa (que era conhecida como Vinho Regional Estremadura até à colheita de 2008) tem mais DOCs que qualquer outra da área de Vinho Regional de Portugal: um total de nove, das quais uma é para aguardente, em vez de vinho. Também muitos vinhos excelentes são vendidos como Vinho Regional Lisboa. Há um número crescente de vinhas privadas, mas um grande número de pequenos produtores entrega as suas uvas às grandes cooperativas. A região também produz muito vinho fácil de beber, o vinho de mesa.

Não é de surpreender que as duas regiões DOC históricas a oeste de Lisboa tenham diminuído nas últimas décadas. A terra é de elevado valor ao longo da costa sul da região – existem vias rápidas que se dirigem para Lisboa a partir das bonitas praias de areia fina, das chiques cidades de Cascais e Estoril, palácios históricos, mansões e elegantes casas suburbanas. A sul, na DOC de Carcavelos, há muito conhecida pelos seus vinhos doces, a maioria das vinhas deu lugar a edifícios. Também a DOC Colares está menos evidente. A região de Colares começa à volta do promontório de Cascais e estende-se para além da espectacular praia dourada de surf do Guincho, no interior do Cabo da Roca, o promontório mais ocidental da Europa. As vinhas de Colares foram famosamente plantadas em profundidade nas dunas de areia, protegidas por quebra-ventos, sendo os seus vinhos tintos tânicos de elevada acidez lendários pelo seu poder de guarda. A principal casta de Colares é a tânica uva Ramisco, dificilmente encontrada hoje em dia em Portugal – mesmo em Colares, apenas 10ha permanecem. O vinho branco de Colares baseia-se em uvas da casta Malvasia.

A DOC Bucelas é a terceira das pequenas e históricas regiões vinícolas situadas perto de Lisboa. Embora esteja apenas 25 quilómetros ao norte do centro de Lisboa, sobreviveu e de facto cresceu nos últimos anos, e justificadamente, uma vez que produz alguns dos melhores vinhos brancos de Portugal. Bucelas (apenas branco, tanto tranquilo como espumante) é vivo, seco e mineral, em grande parte baseado na casta Arinto. Embora agradável jovem, o vinho Bucelas pode desenvolver complexidade e finesse com um amadurecimento de dois ou três anos.

Imediatamente ao norte de Bucelas, ainda no interior, encontra-se a pequena região da Arruda. Aqui o campo é delicioso, de conto de fadas: montes, um antigo castelo em ruínas, antigas estradas romanas, moinhos de vento antigos (hoje também modernas turbinas eólicas), e vinhas, onde crescem uvas esmagadoramente vermelhas. Desde 2002, os vinhos DOC Arruda podem incluir castas internacionais tais como Cabernet Sauvignon, Syrah, Chardonnay, bem como algumas uvas de primeira qualidade de outras partes de Portugal, como a Touriga Nacional e a Touriga Franca. (O mesmo acontece com outras regiões DOC na parte central da área do Vinho Regional Lisboa: Alenquer, Torres Vedras e Óbidos).

Neste clima ameno, as uvas podem amadurecer tranquilamente e no seu melhor podem produzir vinhos tintos muito bons e concentrados e brancos com boa e fresca acidez.

Novamente a norte da Arruda, ainda no interior, no campo ao redor da cidade de Alenquer, a DOC Alenquer é protegida dos ventos directos do Atlântico pelos montes calcários da Serra de Montejunto. Neste clima ameno, as uvas podem amadurecer tranquilamente e no melhor dos casos podem produzir vinhos tintos muito bons e concentrados e brancos com uma boa e fresca acidez. Em Alenquer há muitos produtores altamente motivados e preocupados com a qualidade e uma inovadora e promissora produção de vinho.

É mais frio para o lado do mar da Serra de Montejunto, na DOC Torres Vedras, especialmente no flanco ocidental da região, onde a brisa do mar é mais forte. Esta é uma fonte de vinhos brancos leves e secos, incluindo um branco de baixo teor alcoólico conhecido como Vinho Leve. Também existem alguns vinhos tintos leves e especiados. Voltando para o interior, a norte de Alenquer, a área da DOC Óbidos, com a bela cidade medieval e murada de Óbidos, no seu lado noroeste, é mais uma vez muito fresca, dando origem a brancos vivos (incluindo Vinho Leve) e a alguns dos melhores vinhos espumantes de Portugal, bem como a alguns tintos que, no seu melhor, são leves e elegantes.

Para o oeste de Óbidos, varrido pelo vento, fica a Lourinhã, a DOC da aguardente. A ponta nordeste da região estende-se até ao movimentado porto de pesca de Peniche e ao promontório do Cabo Carvoeiro. Para o norte e para além do cabo, um pinhal antigo, o Pinhal de Leiria delimita as praias de surf, contendo a propagação das dunas, domando os fortes ventos oceânicos e protegendo as vinhas de Encostas de Aire, a maior e mais setentrional DOC da região do Vinho Regional Lisboa. Aqui o campo é montanhoso, e onde peras, maçãs, pêssegos e figos disputam o espaço com as vinhas. A região envolve a bonita e bem pavimentada cidade de Leiria, o famoso local de peregrinação - Fátima, e os fabulosos mosteiros em Batalha e Alcobaça, ambos monumentos Património Mundial da UNESCO. Tanto os vinhos brancos como tintos são leves, frescos e com baixo teor alcoólico.

Informação “Academia Vinhos de Portugal” Wines of Portugal