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ArteAzul-Atelier

 

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locais

As cidades, vilas, aldeias, sítios transmontanos e durienses e outros lugares que merecem ser visitados !

Lugar da Carvalhada

Lugar da Carvalhada, na Delgada, freguesia de S. Lourenço, concelho de Sabrosa
Para quem, principalmente os que de longe suspiram por novidades de S. Lourenço de Ribapinhão, freguesia do concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real, aqui se deixam mais uma vez referências a um dos locais míticos das montanhas que circundam a aldeia de S. Lourenço – a Carvalhada.

Ondas geométricas nas encostas do Douro

De tão curta a viagem, o quadro apresenta-se-nos breve, capaz, contudo, numa atitude inspiradora de obrigação reflexiva sobre o suporte da arte que são as superfícies onduladas das encostas do Douro, concretamente nesta sub-região do Alto Douro, meio caminho de Vila Real à Régua – Santa Marta de Penaguião – após a passagem fronteiriça da Cumieira, ainda no alto como se marcasse pela exigência os contornos dos bardos das vinhas novas, desenhos precisos que os arquitetos de hoje da natureza duriense engendram de modo a que o sol melhor trespasse pelo calor os ares do mosto que voltará.

O largo onde a vida de S. Lourenço se concentrava

Capítulo VII
O Amolador e o Empalhador

Mó ou Rebolo é uma pedra redonda que gira sobre um eixo central e serve para afiar (amolar) instrumentos de corte ou de perfuração. A palavra “amolar” significa precisamente “afiar no rebolo”. Da palavra “amolar” provém a designação “amolador”, ou seja, aquele que amola, aquele que afia – profissão antiga, ainda hoje existente através de alguns resistentes na arte de amolar.
Tem cuidado qu’inda t’amolas…!

O largo onde a vida de S. Lourenço se concentrava

Capítulo VI
As couves da Portela

– Oh senhor! Oh senhor!, desapertou-se o “bencelho”, ajude-me, se faz favor.
“Bencelho”, melhor, vencelho ou vencilho – atilho de palha de centeio com que eram apertadas aos molhos as couves que foram semeadas por alturas do Santo António, em junho, portanto, e colhidas ainda num estado prematuro de desenvolvimento para serem depois vendidas e plantadas. Sim, as couves tronchas comidas no Natal passavam a sua história e faziam o seu percurso! Vinham da Portela, lugar da freguesia de Folhadela, concelho de Vila Real e chegavam ao largo do sr. Albertim, em S. Lourenço, logo a seguir à festa de Nossa Senhora da Saúde.

O largo onde a vida de S. Lourenço se concentrava

Capítulo V
O barbeiro

A lembrança neste momento não chega para precisar as vezes que o barbeiro vinha a S. Lourenço, ao largo do sr. Albertim, desfazer umas barbas e cortar uns cabelos – a barba com navalha, a navalha de barba que nos dias de hoje não se usará muito e o cabelo com a tesoura de barbeiro, claro está. Mas para dar uns retoques de acabamento, principalmente na parte superior do pescoço, o sr. Jerónimo, assim se chamava o barbeiro, pegava na sua máquina muito parecida à que se observa na imagem e acertava o pêlo, isto é, aplainava e harmonizava o cabelo.

O largo onde a vida de S. Lourenço se concentrava

Capítulo IV
O caldeireiro e o alfaiate

O caldeireiro! Chegou o caldeireiro! Esta era a designação atribuída ao homem arranjador das panelas, tachos e púcaros de alumínio que, com o andar dos anos, se iam rompendo. Chegava o caldeireiro com a sua família ao centro de S. Lourenço e ali se instalava, no largo, à espera dos seus clientes. Após uma boa temporada, talvez um ano, pela primavera ou já mais próximo do verão, o caldeireiro vinha da sua terra para outras ganhar os trocos do seu sustento e da sua mulher e filhos.

O largo onde a vida de S. Lourenço se concentrava

Capítulo III
– Chegou a pantomina ao largo do sr. Albertim!
Alguns comentários têm surgido como ecos de memórias, expressos na sequência dos artigos sobre o largo do sr. Albertim e as atividades que por lá iam acontecendo. Alzira Cabral recorda, por exemplo, os atores ambulantes que se instalavam no largo para espetáculos de pantomina.
– Chegou a pantomina ao largo do sr. Albertim!
Ou dizia-se também:
– Lá vêm os pantomineiros!

Maria Augusta Ribeiro

Uma Flor para Maria Augusta Ribeiro

Há mais de um ano que não vejo esta nossa poetisa, mas sei que está no seu refúgio-fortaleza, no Bairro da Cadeia, em Mirandela. O telefone e a pena põem-na em contacto com o mundo e com os amigos. Em cada ano que passa os seus poemas parecem ganhar mais profundidade, sonho, encanto e beleza.

Há muita gente, nos dias que correm, que desvaloriza o talento e a criação poéticas, considerando-a uma arte menor. Todavia, não é poeta quem quer, mas quem tem engenho e arte de poetar. A M.ª Augusta não deve ser esquecida em momentos mirandelenses de cultura. Há anos, foi escolhida para figurar numa «Antologia» ao lado de grandes escritores como Miguel Torga. Com Torga trocou mensagens e cartões.

Por isso, esta pequena nota de espírito natalício é uma pequena flor para a M.ª Augusta, mas está para além dela. Porque Natal deve ser em cada dia que o Sol da esperança e do sonho nos ilumina, nos afaga e nos aconchega. Melhor dizendo, nesta pequenina nota memoro todos os poetas que, por vezes, são esquecidos. É como um privilégio e com muito orgulho que a vejo a colaborar no jornal de todos os mirandelenses.

Da Ladeira do Cansa Burros até à Burga

O Escritor Óscar Manuel Costa Correia, natural da Aldeia da Burga, ele se prepara para lançar um novo título no mercado das letras, e com um nome bem sugestivo que me faz lembrar os ditos e dichotes do nosso Povo Aldeão, o das nossas origens comuns e das sempre lembradas Terras Altas Transmontanas.

A Aldeia da Burga, tanto pela sua localização geográfica, como pelo seu tamanho com apenas uma Rua principal ao lado do Ribeiro que nasce logo acima da Aldeia num lameiro onde tem uma Mãe D’àgua – fonte natural nascida das entranhas mais profundas da Serra de Bornes - o ribeiro atravessa a Aldeia no sentido Norte/Sul, em toda a sua extensão, ela tem um significado muito especial para mim pessoalmente e porque não dizer, para toda a minha família, já que a Minha Mãe, que Deus já lá tem, Ela era da Aldeia dos Colmeais e tinha um Irmão, de nome Germano, que morava logo no princípio da Rua da Burga quando se vinha dos Colmeais em direção a Caravelas para subir a ladeira do Cansa Burros até à Estrada na curva do Cerdeirinho. 

Lá pelos finais da década de 50 do Século passado, a JAE terminou a construção da estrada que ligava Moncorvo a Bragança e que passava em Caravelas, mas não tinha Ramal para a Burga naquele tempo!...  e então lá só se ia a pé, ou  de Burro, ou a Cavalo!... até mesmo as juntas de bois eram raras porque a toponímia da Aldeia, extremamente acidentada, é uma ladeira sim outra não!... na ida, e na volta era tudo a eito, ora subindo ora descendo.

O caminho mais direito (plano)  que eu me lembro de memória era na saída para o Vilar da Vilariça... um caminho estreito que mal dava para passar um carro de bois e corria paralelo ao lado da margem esquerda do ribeiro, talvez uns mil metros ou mais, onde mais tarde construíram um açude (isto feito já muito tempo depois de eu ter emigrado) para represar as águas e, assim, abastecer no verão as hortas que se espalham pelo Vale da Vilariça até Assares, Junqueira, Santa Justa.

Bom... dizia eu que, o Nobre Colega escolheu um título sugestivo para o seu novo livro e... realmente é!

“Bem M’ou Finto”!... 

Uma expressão idiomática da nossa região mirandelense que está também reproduzida no livro do estimado Amigo Jorge Lage, co-autor do título “O MIRANDELÊS”! e, contrariamente ao sentido ideológico da frase titular, eu me finto sim!...

Eu me “ finto” bem  e sei que os seus escritos terão aceitação por todos nós que acreditamos no sonho de cada um, que sempre pensa em levar, algum dia, ao mundo externo esta saudável recordação das terras que nos viram nascer.

Lugares onde abrimos os olhos pela primeira vez!...

Aqueles velhos e inesquecíveis caminhos!... veredas e carreiros por onde andámos em criança e  por ali sofremos as agruras de uma época de minguados recursos, quase nenhuns proventos, escassos investimentos e muita esperança em dias melhores, tantas e tantas vezes procurados tão longe dali...

Embora pertençam ao concelho de Alfandega da Fé, as gentes dos Colmeais e as da Burga do Concelho de Macedo de Cavaleiros, elas  tinham naquele tempo mais tendência a ir à Feira a Mirandela e, pensamos nós, era justamente por causa das Ladeiras que era preciso vencer a pé (na subida da Burga para Caravelas havia duas opções; uma era o caminho mais largo mas mais comprido porque dava a volta pelo fundo da ladeira do Cansa Burros, e outro caminho por onde só se subia a pé, um singelo carreiro de cabras  e por onde se  puxava o animal pela rédea de tão inclinado que era... mas atalhava bastante - uma meia hora ou mais!) e, por isso, em dia de Feira de Mirandela, a passagem pela Aldeia de Caravelas era quase obrigatória.

Já no finalzinho dos anos 50!... a empreiteira começou a construir a Estrada da Burga que tinha início do Ramal  no Cruzeiro da Estrada de Bornes, e os trabalhadores  vinham pernoitar em Caravelas quando aos fins de semana eles traziam a camioneta que ficava no Terreiro!... Isto porque junto ao Cruzeiro, onde começa a subida da Serra, ali só tinha um barracão onde se guardava um carro de alguém mais abastado da Aldeia cujo nome já se me escapa da memória e hoje!,... quando nós olhamos o mapa lá do Alto da Serra, por ali vemos passar o IP2 que atravessa imponente a Ladeira da Burga e a do Cansa Burros, onde outrora pastorávamos as cabras e  jogávamos rebolos de pedra a escachouçar ladeira abaixo, quantas vezes indo bater perto das casas que ficavam lá no fundo da grota, encostadas ao ribeiro.            

O nosso ponto de observação preferido era o Mirante do Musiado, sobranceiro ao profundo Vale da Burga e dali víamos os ciclistas esbaforidos a subir as curvas da Estrada de Santa Comba até à Trindade, depois de atravessarem  todo o Vale da Vilariça com o seus retalhos coloridos das hortas e dos pomares milimetricamente tratados, regados com zelo e um amanho de terra, qual manta naturalmente pintada nas cores da primavera esfusiante de amendoeiras em flor, ou do verão cheio de figueiras carregadas de doces figos de puro mel, videiras enfileiradas em perfeita simetria com cachos de uvas mouriscas que se estendiam até ao maravilhoso estuário do Rio Sabor, lá longe!...  que os homens se encarregaram de arrebatar à Mãe Natureza antes de ele despejar as suas águas límpidas ao Rio Douro que as levava ao mar.

São contos que me dão saudade, e são saudades que me dão vida e força para lá voltar... “bem m’ou finto”! Amigo Óscar!, “ bem m’ou finto”!...  e de verdade, do fundo da Alma lhe desejo todo o sucesso do mundo nesta sua empreitada de levar o nome da Burga a todos os que, mundo afora, labutamos por um futuro melhor senão para nós mesmos, que já vamos a caminho do inevitável crepúsculo que se adivinha para além do horizonte deste inesquecível “shangri-lah” que era a subida e a descida da ladeira da Burga, para irmos correr e saltitar no “brincadouro” já perto dos Colmeais, onde o Meu Avô o Ti Manel Cordeiro me presenteava com nozes e cacarelos que eu escondia debaixo do avental da Ti Julheta de Caravelas, para as comer no caminho de volta a casa.

São lembranças que me dão alento!... são pequenos nadas que me formam um todo, um maravilhoso mundo de sonhos e de recordações que eu gostaria de compartilhar de cada vez que lá vou em raros momentos de devaneio e imaginação!... São só ténues histórias aqui corridas em imaginação porque a realidade desse tempo... ah essa já se me escapa feito areia fina da praia distante por onde eu ando há tantos anos.

Abraço Transmontano, e até breve se Deus quiser!

Silvino Potêncio – Março/2013

Emigrante Transmontano em Natal (Brasil)

Feiras Temáticas Transmontanas

Festival Transmontano das Feiras Temáticas

Ainda se ouviam os coros dos cantares dos Reis e as Cavalgadas e já o Município de Boticas se abria aos visitantes com a tradicional «Feira do Porco 2016», nos dias 8, 9 e 10 de Janeiro. Seguiu-se mais uma «Feira do Fumeiro de Montalegre», de arromba, entre os dias 21 e 24 de Janeiro. Esta Feira, é a que mais fumeiro vende, a par da Feira de Fumeiro de Vinhais (de 4 a 7 de Fevereiro). Ambas procuram cativar milhares de visitantes de Entre-Douro-e-Minho, fazendo uma apresentação/prova nas Casas de Trás-os-Montes e Alto Douro do Porto e de Braga.

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Memórias do 25

Memórias do 25 das promessas

Hoje o Tiago está no Carmo a recolher e coordenar testemunhos do 25 de Abril de 1974, e convidou-me para ir lá contar o que vi e sei desse histórico acontecimento. Entendi declinar o convite porque certamente ia dizer ali coisas que alguns telespectadores não gostavam e por isso não vou. Dei-lhe algumas dicas do pouco que sobre o assunto escrevi e divulguei por diversos jornais, e ultimamente até online já abordei o assunto.

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