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ArteAzul-Atelier

 

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Chouriça doce de Vinhais (IGP)

Enchido fumado, constituído por carne magra e carne gorda de porco de raça bísara, ou produto de cruzamento desta raça, sangue de porco, pão regional, mel, nozes, ou amêndoas e azeite de Trás-os-Montes.
É cheio em tripa delgada de vaca ou porco. As carnes e gorduras são condimentadas e cozidas em água, as carnes desfiadas são adicionadas ao pão regional, formando uma massa que é finalmente condimentada à qual se adicionam os restantes ingredientes. Deve consumir-se cozido.

Informação recolhida do folheto de divulgação da Feira do Fumeiro de Vinhais

As Sardinheiras nos Arredores

S. Pedro Velho e Aguieiras, da Torre Dona Chama

Num texto anterior, «As Sardinheiras da Torre Dona Chama», foi omitido, involuntariamente, que naquele «trabalho etnográfico e memorial sobre a Torre Dona Chama, tomo como referência os anos cinquenta e sessenta do século XX e tive a ajuda da Celeste Pires (Vilares da Torre) e do Ti Octávio Andrade (Torre)».

Igualmente, esta nota memorial, da mesma época, sobre as incríveis sardinheiras, que batiam as terras entre S. Pedro Velho e as Aguieiras, teve a mão amiga do Mário Fontoura da Cunha, secretário da Junta de Freguesia e que recolheu a maioria da informação sobre a venda porta-a-porta da sardinha. E diz-nos: - Todo o peixe era comprado na Torre Dona Chama ou então esperavam pelo transportador (desconhecido) que passava no (sobre o ribeiro do) Arquinho (cruzamento de São Pedro Velho), e iam para lá esperá-lo durante toda a noite e muitas vezes só chegava pela manhã. Curioso é verificar que nesta zona os sardinheiros eram a maioria, enquanto que na Torre as regateiras ou sardinheiras dominavam a venda casa-a-casa. 

Os vários vendedores de S. Pedro Velho: o Méquinho (alcunha), o Manel Rito (Fontoura); o José Maria Fontoura (Zé Inxa), o Ti (Abílio) Barroso e o Zé Combo. Deslocavam-se a pé com a caixa da sardinha às costas e vendiam em S. Pedro Velho, Vilar de Ouro, Ervideira e Aguieiras. O Ti Maximino (das Aguieiras) ia com o burreco, vendendo em S. Pedro Velho, Vilar de Ouro, Ervideira e Aguieiras. Para venderem em S. Pedro Velho e Vilar d’Ouro, vinham da Torre, a pé, a Tia Rambóia, a Glória Rambóia (filha da Glória Rambóia) e a Tia Malia (Maria Calhelhas – e não Calhelhos como saiu em texto anterior) da Tôle (Torre) que não conseguia pronunciar o «r» e o «s» e a garotada cruel aproveitava para fazer troça quando lançava os pregões: «Ólha a pecada fêca!» e «Ólha o calapau e a con(g)a fêca!».

Os pregões que cortavam os arredores ou as ruas do povoado: «Ó tia fulana, trago sardinhas fresquinhas, ainda as vejo a mexer!», «Ólha sardinha que é caspuda e fresca!», «ai que fresquinha, ai que fresquinha, está a sardinha!», «Ólha os chicharros, são grandes e lindos!» (anunciados pelo tamanho e vendiam-se dois a dois de dez mil réis a cinco crôas), «Ólha o Chicharro grande e fresquinho!». A sardinha era vendida ao quarteirão e contada aos pares (e ó bicho). Os restantes peixes (mais pescada e côngaro) eram vendidos à peça. A Tia Dárida, bisavó do Mário Cunha, tinha à época onze filhos, sendo o Janeiro, avô do meu colaborador, e falecido há um ano com 96 anos. Cada filho tinha direito a meia sardinha e quem comia ao jantar a parte da cabeça, à ceia comia a metade do rabo. A Tia Dária era uma boa colheiteira de pão e uma das padeiras da terra e todas as sardinheiras preferiam que lhe pagasse em pão cozido.

P’la Assunção

cada pinga vale um tostão

Em Agosto deve o milho ferver no caroço e a castanha no ouriço.

P’la Assunção cada pinga vale um tostão.

De Vinhais, se rões burros, piores atafais.

Mirandela Outros Falares

Mirandela Outros Falares, de Jorge Lage

A apresentação do livro «Mirandela Outros Falares» de Jorge Lage ocorrerá no Auditório do Museu da Oliveira e do Azeite (entrada do lado do Parque Império, junto à Praça de Táxis) de Mirandela, dia 3 de Agosto, pelas 18H00. Um livro que interessa a toda a região trasmontana e alto duriense e beira trasmontana.
Quer saber o que pensa o escritor J. Rentes de Carvalho da língua portuguesa?
Quer descobrir de que raça bovina são os olhos mais belos?
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O Fiolho

Fiolho, uma planta silvestre e amiga

Também é conhecida pelo nome de «Funcho» (donde deriva o topónimo Funchal – capital da ilha da Madeira), erva-doce ou anis e com várias espécies próximas, sendo umas de aroma mais intenso ou sabor mais adocicado. O nome científico «Foeniculum officinale L.» para esta planta aromática silvestre sendo formada por hidratos de carbono, fibras, cálcio, fósforo, sódio, potássio, magnésio, pró vitamina A, vitamina C e anetol (óleo essencial). As suas sementes pulverizadas são uma especiaria gastronómica.

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