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ArteAzul-Atelier

 

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“Ervilhada” com chouriço e entremeada salgada

“Ervilhada” com chouriço e entremeada salgada

Dos mais simples que possam imaginar-se, os ingredientes são, no entanto, diversificados: ervilhas, cenouras de tamanho reduzido, chouriço, entremeada salgada, pimento vermelho, cebola, alhos, azeite, colorau, ervas aromáticas e um acrescento mínimo de água.
Dentro de um tacho ou panela de barro, de preferência de Bisalhães, coloque-se um pouco de azeite e comece a aquecer-se. Depois, um a um, adicionem-se os ingredientes devidamente espaçados, de acordo com as sensibilidades culinárias de cada um(a): cebola partida aos bocadinhos, iniciando-se o processo de estrugido ou refogado e, passado algum tempo, dentes de alho inteiros. “Estalada” a cebola e o alho, adicionem-se agora as ervilhas e cenouras. Com alguma demora, o sabor e aroma do alho em azeite quente devem impregnar-se nas ervilhas e cenouras.
De seguida, em pedaços pequenos, junte-se o chouriço e a carne entremeada. Algum tempo deve dar-se para este novo processo de impregnação de sabores e, logo a seguir, o pimento cortado aos pedaços deve juntar-se também, mexendo tudo de vez em quando e acrescentando um pouquinho de água.
O colorau e as ervas aromáticas, conforme o gosto, são os ingredientes que completarão esta receita culinária que, sem qualquer pretensiosismo, serve apenas de ideia inspiradora para a eventualidade de um prato mais elaborado.
Deve apurar-se a “ervilhada” que pode servir como prato único ou para acompanhar uma refeição mais substancial, como por exemplo um assado de cabrito com batatas.

Papas (de farinha de milho)

Ingredientes (para 6 pessoas):

 

300 g de milho traçado (moído grosseiro, levantando a mó andadeira);

100 g de feijão vermelho;

4 folhas de couve galega;

2 colheres de azeite;

5 ou 6 folhas de hortelã e sal (a gosto).

 

Confecção:

 

Preparação: Numa panela de ferro coze-se bem o feijão, adiciona-se depois o sal e o azeite. Corta-se a couve-galega (um pouco mais grossa que para caldo verde). Junta-se ao preparado anterior, deixando ferver.

Quando estiver cozida, desfaz-se a farinha em água morna. Deita-se água fria na panela para que deixe de ferver e junta-se a farinha, mexendo muito bem e continuamente para que fique «desfeita» e sem «grunhos». Depois de ferver e engrossar, adiciona-se a hortelã e serve-se quente.

 

Receita fornecida por Antonino Jorge da sua irmã, M.ª Isabel Resende Jorge Teles, uma cozinheira de estalo (convidada para bodas e baptizados e por grupos) de Tendais, concelho de Cinfães.

Nota: Este prato, mais comum no Inverno, era utilizado muitas vezes ao jantar, sempre que ao almoço se comiam feijões cozidos com couve galega e presunto. À água que sobrava era só juntar o azeite, a farinha e a hortelã.

Escola Agrícola de Carvalhais, Mirandela

A Escola Profissional Agrícola de Carvalhais - Mirandela, um bem maior!

É a Escola Profissional Agrícola (EPA) com grande centralidade e a única em Trás-os-Montes. Fiquei incomodado por me dizerem que de um grupo de cruzeiros turísticos do Douro lhe quis «deitar a mão», talvez com o pressuposto que lhe cairia no colo ao preço da uva mijona. Só assim se compreende que poderá ter havido todo um processo de bastidores que envergonha. Há tanta terra desvalorizada onde investir!... Ler mais...

Moinho

A voz do moinho

Um caminho,
um restolho
uma espiga
um alpendre
uma porta fechada.

Um velhinho,
qual menino saído dum ventre,
sentado à entrada.

Uma leira,
onde o sol madruga
e poisa uma vez ao dia.

Uma eira,
onde a lua tem lugar deitada 
Porque está vazia

E vem do monte,
uma fonte de água a correr.

Pela voz do moinho,
eu sei se há pão para comer,,,

(Inédito de Abílio Bastos, de Abadim – 1957-58)

Nota: Poema em Moinhos d’El Rey ou Moinhos do Rei, de Abadim – Cabeceiras de Basto. Com 11 ou 12 anos de idade, trabalhava na plantação da floresta nos Moinhos do Rei. Encostado a uma parede de pobre pedra tosca, olhava à distância um campo, rapado e via, na sua imaginação, um restolho. Era tempo de míngua e ter pão para comer já dava segurança aos mais pobres.

Matrafões

Ingredientes:

 

2,5 a 3 kg de farinha triga;

18 ovos;

½ litro de azeite;

1 kg de açúcar;

1 colher de sopa de bicarbonato de sódio;

1 colher de fermento;

1 copo do vinho de aguardente.

 

Confecção:

 

Misturam-se e batem-se os ingredientes (ovos, azeite, açúcar e aguardente) muito bem e por fim adiciona-se a farinha e o fermento. Distribuem-se às colheradas de sopa bem cheias (uma para cada bolo) em formas untadas com azeite e polvilhadas de farinha. 

Pincelam-se com ovos batidos. 

Cozer em forno bem quente.

 

(Receita cedida por Maria Gentil Vaz e «herdada» da família, de Mós – Torre de Moncorvo.).

Nota: Estes doces, muito semelhantes aos económicos, faziam-se mais quando surgia uma situação de pressa, pois enquanto que os económicos tinham que “subir” (crescer em bico), o que requereria mais cuidado ao amassar os ingredientes. Os matrafões não crescem tanto (ficam mais baixos porque não são polvilhados com açúcar) pelo que requerem menos tempo para a sua elaboração.

Dizia-se que “os matrafões ficam sempre bons”.