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ArteAzul-Atelier

 

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Autores e colaboradores NetBila

Título Data Acessos
Os Pastores 05 outubro 2017 171
«Mirandela Outros Falares» 30 setembro 2017 193
O largo do sr. Albertim (VII) 27 setembro 2017 253
Novidade 22 setembro 2017 189
O largo do sr. Albertim (VI) 19 setembro 2017 264
Publicidade na Internet (2) 19 setembro 2017 180
Bôlas Calcadas 19 setembro 2017 293
Enquanto a verdade aperta os sapatos 18 setembro 2017 80
Festas da Senhora do Amparo 18 setembro 2017 184
O largo do sr. Albertim (V) 11 setembro 2017 230
O largo do sr. Albertim (IV) 06 setembro 2017 334
Alheira Mirandela IGP 05 setembro 2017 281
Setembro 04 setembro 2017 181
Os Emigrantes 04 setembro 2017 254
O largo do sr. Albertim (III) 01 setembro 2017 332
O largo do sr. Albertim (II) 30 agosto 2017 425
O largo do sr. Albertim 28 agosto 2017 790
Queijos 24 agosto 2017 303
«Mirandela Outros Falares» na Torre 08 agosto 2017 259
Apresentação do livro “Mirandela, Outros Falares” 05 agosto 2017 330
Obras ArteAzul-Atelier 05 agosto 2017 309
Peixes no rio Tua 01 agosto 2017 301
"Júlio" 31 julho 2017 318
«A Virgem Santa Maria na Fé da Igreja» 31 julho 2017 338
Mirandela Outros Falares 28 julho 2017 391
Medina Carreira 26 julho 2017 354
Chuva de Julho 26 julho 2017 341
Mirandela Pérola do Rio Tua 26 julho 2017 357
Autores Trasmontanos 24 julho 2017 344
Nuno Nozelos 22 julho 2017 382

José Augusto Vieira

Este filho de Constantim 

Este filho de Constantim (Vila Real), licenciado em Filologia Românica pela Universidade do Porto, é um autor que deu voz a muitos autores, ao longo da sua carreira de Professor do Ensino Secundário. Em parceria com João Guerra, organizaram diversos manuais escolares de Português para o ensino secundário desde o 7º ao 12º anos. Dessas séries publicadas pela Porto Editora, destacam-se duas: Cativar e Aula Viva. Essa é uma faceta que vai perdurar nas próximas gerações porque esses dois docentes, cumpriram a sua actividade docente, honrando os seus compromissos profissionais e, por acréscimo, auxiliando a sua classe, seleccionando, sugerindo, aconselhando docentes e discentes, para o que depuraram programas, seleccionaram esquemas, reduziram fórmulas, sintetizaram teorias que facilitaram imenso a vida de quem ensina e de quem aprende.

Foi de tal modo meritório este seu esforço que o Ministro da Educação, Marçal Grilo, fez publicar no Diário da República nº  10406/98, 2ª série, de 28 de Maio a menção de «Excelente» pela «sua invulgar capacidade de iniciativa e de realização, pelo seu grande empreendimento e permanente disponibilidade em relação à vida da Escola e pelo seu esforço de formação pessoal, de intervenção no sistema e de dinamização de acções».

Em 1973 deixou a sua cidade e foi-se até ao Funchal onde fez o estágio. Regressou ao continente e efectivou no Liceu de Águas Santas, Maia, onde exerceu o ensino até à sua reforma. Nos poucos tempos livres ainda acumulou nos externatos de Pedro Nunes, em Gaia e em Ribadouro (Porto).

Nos últimos 20 anos ainda teve mais uma escola a beneficiar do seu saber de experiência feito: Externato D. Duarte (Porto). Em 1987, integrado nos Cadernos Culturais - 2ª série – de Câmara de Vila Real publicou o livro «Literatura Popular em Terras de Vila Real». Em 1995 editou em poesia o livro Amanhã não haverá poente que teve prefácio de A.M. Pires Cabral. E em 2003 regressou em poesia com o volume Flores de Outono, com prefácio de Viale Moutinho. O descanso do guerreiro permitiu-lhe -, já em 2014 -,  voltar ao activo cultural com uma monografia a que chamou: Gente da Minha Terra – Terra da Minha Gente, reportando-se a Constantim. Merece esta terra dos subúrbios de Vila Real, uma importância histórica, por excelência. E José Augusto da Silva Vieira, enquadra perfeitamente o estatuto historiográfico que Panóias arrecadou desde os primórdios da nacionalidade Portuguesa. Foi, juntamente com Guimarães a primeira comunidade a merecer foral do Conde D. Henrique e de D. Teresa. Precisamente no ano de 1096, ano em que casaram e lhes foi devolvido o restaurado Condado Portucalense, como dote de casamento, por parte de Afonso VI de Leão. O primeiro Condado (868 – 1071) foi instalado no Porto (Portus+cale), liderado por Vímara Peres e como prémio da sua vitória contra os mouros na Reconquista cristã. Teve dez titulares.

Em 1071, o último deles – Nuno Mendes enfrentou o rei Garcia que não só venceu o Mendes, como foi morto e o Condado, extinto e reintegrado no Reino da Galiza. Vinte e cinco anos depois, Afonso VI daquele Reino casa a filha Teresa e oferece-lhe e ao marido, D. Henrique, o mesmo Condado que fora extinto e com sede em Guimarães. Nesse ano o jovem casal concedeu Foral a Guimarães e a Constantim de Panóias por serem considerados dois pólos habitacionais de capital importância para a época.

O autor desta louvável investigação reproduz integralmente esse foral e integra-o no contexto de uma verdadeira monografia que foi chão de gente ilustre e de relevância historiogáfica a valer.

Conclui-se da leitura deste livro que é a realização de um sonho que vem de alguns anos. Não sendo apenas de memórias, foca, contudo, o lado afectivo entre o autor e as pessoas. E não se pense que por ter sido Constantim de Panóias, uma cidadela de capital importância para os povos que nos antecederam e por crescer ao lado a cidade de Vila Real, a que D. Dinis, dedicou especial carinho, perdeu importância ao longo dos séculos. Pelo contrário: Constantim continua a ser um recanto do céu que dá tudo do que os seus habitantes precisam. Tem a fertilidade telúrica que lhe permite ter um solo fecundo e diversificado. Tem meios de comunicação viários em quantidade e qualidade. Tem na sua jurisdição administrativa unidades hoteleiras de grande qualidade, tem indústria, tem comércio e tem história. Foi, pelos tempos fora, berço de muitos e bons escritores, pensadores e artistas. Tais privilégios já mereceram outras obras, de outros filhos, igualmente dedicados e orgulhosos desse berço. Mas José Augusto Vieira nesta sua última publicação, realça aspectos que sempre actualizam os anteriores, não deixando de salientar aqueles que são sempre recomendáveis numa monografia, onde tudo se conjuga para dar aos leitores uma visão completa e proveitosa.

Pires Veloso

O General Pires Veloso diminuído na sua terra? 

Há muito, muito tempo, apoiei o Município de Sernancelhe, do distrito de Viseu na promoção da castanha. Aliás, de quando em vez, arrogam-se com o epíteto de «Capital da Castanha». Mas, a minha devoção à castanha aconselha-me a trilhar o meu carreirão solitário, de rosto erguido.

Um dia destes vejo numa imagem um Professor da UTAD, na qualidade de dirigente associativo, a ensinar de «bla, bla, bla», a enxertar castanheiros de borbulha. O que eu gostaria de ver era a enxertar e a bater-se com os enxertadores da região. Fosse vivo o Técnico Trigueiro da Direcção Regional de Agricultura e zombaria do saber livresco nos trabalhos práticos. Há políticos e acólitos que são felizes quando docentes do superior dizem vulgaridades para justificarem os milhares de euros que enfardam.

Da minha cooperação e apoio àquele Município ficou o meu nome na lista dos que recebem a Revista Municipal «Sernancelhe terra de castanha», que já vai no n.º 61, e o «Concurso de doces de castanha». É uma revista bem concebida e que retrata as múltiplas actividades do município e os valores sernancelhenses. Uma das bandeiras é ser a terra do Mestre Aquilino. Nesta revista fiquei a saber que Pires Veloso foi ali homenageado a 25 de Abril de 2014.

O insólito é promover-se uma homenagem a António Pires Veloso e chamar-lhe «Coronel», quando ele era um ilustre e bravo militar que tinha atingido o generalato. Já, em 1976, quando eu tomei parte em algumas reuniões no Quartel-general do Norte (Porto), Pires Veloso, era um destemido «Brigadeiro» que não tinha receio de tomar posições de firmeza. Mas, voltando à merecida homenagem em Sernancelhe, não me parece de elevação e bem receber, chamar, ao «Vice-Rei do Norte», Coronel. Eu chamar-lhe-ia um valoroso e bravo «Cabo-de-guerra», a quem o país muito deve. Para desfazer o equívoco, porque o General Pires Veloso faleceu a 17 de Agosto de 2014, no Hospital Militar do Porto, vítima de acidente vascular cerebral, temos de ser nós, os vivos, que o admirávamos a defender com honra a sua memória.

Feiras Tradicionais

Qualidade dos produtos expostos

Nas várias visitas que fiz à Feira do Fumeiro de Vinhais, apercebi-me que havia um momento alto, a divulgação dos prémios em prova cega. Eu próprio já participei em alguns concursos gastronómicos com doces e pratos de castanhas, em Portugal e na Galiza. Também, a nível de produtos do campo, as Direcções Regionais de Agricultura são muito requisitadas para classificarem, por exemplo, as maiores castanhas, nesta ou naquela região.

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A Rota do Vinho do Porto

Castro de Sabrosa

A Rota do Vinho do Porto proporciona o contacto com a paisagem vinícola desta região demarcada mais antiga do mundo - o Douro -, as suas Quintas, expoente do poder económico que representa a importância social da aristocracia do Vinho do Porto. São sobretudo famílias inglesas que detêm a maior parte e as grandes Quintas do Douro. Radicaram-se muitas delas desde o início, século XVII, exportando para o Reino Unido o resultado das suas colheitas que os ingleses tanto apreciam.

A Rota do Vinho do Porto leva-nos também a visitar nesta região os seus santuários de arte ancestral como pinturas e gravuras rupestres, figuras zoomórficas, dólmenes e castros que provam a presença do homem nesta região desde a Pré-História: os dólmenes de Vilarinho da Castanheira em Carrazeda de Ansiães; os castros de Sabrosa, de Cidadelhe em Mesão Frio, de Granejo e Picoto em S. João da Pesqueira; o castro de Longa em Tabuaço; as pinturas de Cachão da Rapa e, principalmente, o Parque Arqueológico do Vale do Côa.