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ArteAzul-Atelier

 

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Autores e colaboradores NetBila

Título Data Acessos
Linguiça 18 janeiro 2018 20
Feiras Gastronómicas do Porco 17 janeiro 2018 84
Os Incêndios em Pedrógão Grande 10 janeiro 2018 74
Blogue NetBila News 06 janeiro 2018 113
Escola Agrícola de Carvalhais, Mirandela 03 janeiro 2018 82
Convívio Mirandelense 02 janeiro 2018 100
Língua Charra 19 dezembro 2017 104
Nuno Nozelos Homenageado 16 dezembro 2017 91
Ouriços e caniços 15 dezembro 2017 45
Mosteiro (Pedrógão Grande) 15 dezembro 2017 125
"Poemas Durienses" de António Cabral 14 dezembro 2017 114
Ernesto Rodrigues 14 dezembro 2017 121
Sobre o Natal (poema) 13 dezembro 2017 109
art’expo, dezembro de 2017 10 dezembro 2017 206
"Mirandela, Outros Falares", por Ernesto Português 10 dezembro 2017 246
Presépios, em Vila Real 09 dezembro 2017 139
Exposição "Entre Pontos", de Ana Isabel Freitas 06 dezembro 2017 158
Livro "Mirandela, Outros Falares" 05 dezembro 2017 105
Encontro no Farol (IV) 27 novembro 2017 125
O Chaxoila 26 novembro 2017 139
“Ervilhada” 25 novembro 2017 132
A Tasca do Faustino (3ª parte) 25 novembro 2017 133
Encontro no Farol (III) 23 novembro 2017 166
O ArteAzul-Atelier 23 novembro 2017 147
A Tasca do Faustino (2ª parte) 23 novembro 2017 130
Cuidados e Envelhecimento 23 novembro 2017 123
Encontro no Farol (II) 22 novembro 2017 117
A Tasca do Faustino (1ª parte) 22 novembro 2017 122
Encontro no Farol (I) 21 novembro 2017 125
Bacalhau 19 novembro 2017 124

Saber ocupar o tempo

é um acto de inteligência

Menina e vinha são difíceis de guardar.

A razão é tão forte que até os fortes querem ter razão.

Saber ocupar o tempo é um acto de inteligência.

Saber muito não evita que nos enganemos um pouco.

A única coisa triste no amor é tornar a vestir-se.

Detesto o amor nocturno. É coisa para empregados, operários, para maridos...

Em matéria de erudição, como é fácil emitir cheques sem fundo...

Os versos são aquela coisa que ninguém lê, mas todos escrevem.

Um especialista é um médico que reduziu a um campo mais restrito, a sua burrice.

Compreendo o beijo do leproso, mas não admito o aperto de mão ao cretino.

Mirandela: Ciclovia da Cidade

Ciclovia da cidade para o Parque de Campismo da Maravilha

Foi uma estrutura ecológica criticada por muitos que não têm consciência de que só podemos viver num planeta sustentável ou com uma pegada ecológica mais reduzida.

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A Livraria «Poética»

tenta sobreviver em Macedo de Cavaleiros

Numa mensagem triste chegava-me à caixa do correio electrónico, informando que a Livraria «Poética», num belíssimo espaço, na rua da Fonte do Paço, em Macedo, fecha no final de Março. Ali fui recebido, pela Virgínia do Carmo, a proprietária criativa, como tantos autores transmontano-durienses e outros.

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Caretos

Caretos de Ousilhão

Os Caretos ou Mascarados de Ousilhão têm na Festa de Sto Estêvão o móbil da sua celebração. Cremos que terá sido a cristianização de rituais mais antigos, pré-cristãos, o alicerce de toda a actuação. Seria um expulsar das forças adversas da aldeia e casas e a propiciatória celebração das forças do bem do deus Sol ou do fogo fonte de vida. As celebrações iniciam-se a 25 de Dezembro e é conhecida por «Festa de Natal», em que o «Rei» e quatro moços, por ele convidados, fazem a «ronda» do peditório ou das Boas-Festas, de casa em casa, seguidos por um grupo de jovens mascarados que dançam, chocalham, gritam e cantam:

 

Estas casas estão caiadas,
Cá por drento, cá por fora,
Muntos anos vivam nelas,
Os senhores que nelas moram!

 

A 26 de Dezembro, os mordomos, («Rei» e dois vassais ou vassalos), acompanhados de tocadores e dos rapazes mascarados ou caretos, fazem nova ronda ou alvorada, esta em hornra de Sto Estêvão. Vão de casa em casa, pelos sete bairros da aldeia, pedindo, dançando em torno da mesa posta com iguarias e bebidas e cantando:

 

Alebantem-se ó senhores
Desses teus escanos dourados
Dai a esmola ao Santo Estêvão,
Que ele vos dará o pago!

 

Terminada a ronda, o «rei» e os vassais vão para a igreja e inicia-se a missa, que assistem junto ao altar. Ali é eleito o novo Rei e vassais ou mordomos para o ano seguinte e benzido o pão. Terminada a missa organiza-se o cortejo com carro de bois em que seguem os mordomos e as oferendas, seguidos dos mascarados e dos presentes. Dão uma volta à igreja e voltam ao largo onde está a «Mesa (corrida) de Sto Estêvão» ou «Mesa do Povo» com as oferendas e que é benzida pelo padre, passando-se ao leilão e arrematação da mesa. Enquanto isto, alguns dos ajudantes vão partindo e dando uns cibos dos trigos e vinho às pessoas. A festa continua à noite com a «galhofa» onde baila toda a minha gente. É desconfortante ver que o pão não é produzido na aldeia, vindo duma padaria de Bragança. Hoje o Rei já não convida as pessoas para sua casa para comerem e beberem como, ainda, sucede nos Reis, em Vale de Salgueiro. O peditório do primeiro dia destina-se à Igreja e o do segundo é para ajudar a custear as despesas e juntar mimos do fumeiro para comezaina dos rapazes. Abezei, como dádiva, para temperos, uma bela tira de carne de porco bísaro regalo do Anselmo. Muitos dos ousilhanenses da diáspora regressam à terra, nestes dias, para reviverem a tradição. Este ano, por calhar a uma segunda-feira teve menos gente. Fui convidado do Prof. Luís Garcia, que me deu todas as atenções e explicações, juntando em sua casa a família Flandório (Ferrador, de Vale de Salgueiro). A refeição foi junto à lareira onde os nacos e o rodeão de vitela, de Vinhais, iam assando, com um aroma e paladar divinais. O vinho «Ferrador» afastava o frio para bem longe. Para além da festa, marcou-me a harmonia e laços fraternos que unem a família do Flandório e que devem ser motivo de orgulho para este amigo. Fui tão bem recebido que me senti como mais um entre esta família, por isso lhes estou grato.

 

Nota: Ousilhão é uma aldeia do concelho de Vinhais, distrito de Bragança - Portugal.