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Obra em esmalte "O Tríptico da Paixão de Cristo" (Museu de Évora)

Esmalte; Esmaltagem; óxidos metálicos

Esmaltar: enaltecer, dar brilho
Sobre uma fina folha de cobre ou prata e mesmo ouro, eventualmente, com sobreposições de folhas mais pequenas, no sentido de imprimir maior brilho precisamente através da prata e do ouro coloca-se vidro em fusão, acrescentando óxidos, óxidos metálicos diversos conforme as cores que pretende imprimir-se. Por exemplo, o selénio, análogo ao enxofre, era usado para uma coloração amarela; o crómio para uma coloração verde; o manganésio para uma coloração arroxeada e assim sucessivamente. Deste modo, um conhecimento muito preciso sobre as formas de obter diferentes coloridos com os respetivos óxidos era e é ainda essencial, resultando um material cristalino, límpido que pode ser transparente ou opaco, como é o caso da técnica que damos conta – o esmalte. Além disso, os tempos de cozimento dos óxidos são também distintos entre si. Isto quer dizer que a mesma obra deverá ser sujeita a várias processos de cozimento, em princípio tantos quantas as colorações de cada trabalho.
O brilho, bem expressivo na pintura em esmalte, às vezes confrontado com o mate, é uma característica que ressalta nas superfícies esmaltadas e que se encontra em obras clássicas de pintura em esmalte do século XVI, fabricadas em Limoges, em França, não estando estas diretamente relacionadas com as louças em porcelana de Limoges, mais recentes. Nesse tempo, contudo, outros centros europeus importantes existiam para o fabrico de objetos pintados em esmalte que, normalmente, só as casas reais ou famílias ricas conseguiam obter.
Através da sua arte, muitos esmaltadores dedicavam-se a representar cenas bíblicas que, muitas vezes, eram retiradas de gravuras de artistas, muitos deles artistas conceituados na época.
A imagem mostra uma obra importantíssima de pintura em esmalte, reconhecida internacionalmente – "O Tríptico da Paixão de Cristo" que se encontra no Museu de Évora.